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Porto Alegre, quinta-feira, 06 de dezembro de 2018.

Jornal do Comércio

Política

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Transição no Planalto

Edição impressa de 06/12/2018. Alterada em 06/12 às 01h00min

Presidente eleito não descarta manter Funai na pasta da Justiça

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) ainda não definiu em que ministério de seu governo ficará a Fundação Nacional do Índio (Funai). Questionado se o órgão poderá ficar no Ministério da Justiça, onde está atualmente, ele não descartou essa possibilidade. Mas também disse que Sergio Moro, futuro ministro da pasta, já está sobrecarregado de atribuições. Mais cedo, Moro também comentou que a questão ainda será definida.
Na segunda-feira, o futuro ministro da Casa Civil Onyx Lorenzoni (DEM-RS) afirmou que a Funai poderia ir para o Ministério da Agricultura. Na terça-feira, o próprio Bolsonaro descartou essa possibilidade. Ontem, ele também disse que não dá para suportar mais a forma como ocorrem os processos de demarcação de terras indígenas
"O homem do campo não pode acordar e ler nos jornais que a sua terra, a partir de hoje, por uma portaria do Ministério da Justiça, iniciou-se para ser demarcada como terra indígena. Isso não podemos suportar mais", afirmou Bolsonaro.
O destino da Funai é um dos imbróglios das mudanças ministeriais que ocorrem antes do início do governo Bolsonaro. O presidente eleito voltou a pregar que os índios não podem ser tratados como "animais no zoológico".
O ex-juiz Sergio Moro afirmou nesta quarta-feira que a área pode continuar na pasta da Justiça e não ir para a Agricultura. "Ainda está indefinido. Pode ser até que fique no MJ (Ministério da Justiça), pode ser que saia", disse.
A questão indígena permeou a campanha de Bolsonaro. Ele defendeu posições polêmicas, como a possibilidade de venda de parte das terras demarcadas, além de repetir que não faria qualquer nova demarcação em sua gestão. Na semana passada, ele voltou a comparar índios que vivem em demarcações de terras a animais em zoológicos e disse ter notado, em acordos internacionais assinados pelo Brasil, a existência de uma pressão externa para que as demarcações fossem ampliadas.
 
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