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Porto Alegre, quarta-feira, 28 de novembro de 2018.

Jornal do Comércio

Política

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Palácio do Planalto

Edição impressa de 28/11/2018. Alterada em 28/11 às 01h00min

'Eu vou conversar com o Parlamento também, todo mundo vai', afirma presidente eleito

Em meio a divergências na cúpula da equipe de transição, o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) afirmou ontem que todos fazem parte de um time e têm que "jogar a bola para frente". "Eu também vou conversar com o Parlamento, todo mundo vai", disse.

Bolsonaro informou que o ministro extraordinário da transição, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), anunciado para a Casa Civil, continuará com a missão de comandar a interlocução com o Congresso, mas destacou que o general Santos Cruz, que ficará na Secretaria de Governo, também terá responsabilidades na área.

O anúncio de que Santos Cruz ficará à frente da pasta responsável pela negociação com o Congresso provocou mal-estar porque, na prática, esvazia os poderes de Onyx. O futuro ministro da Casa Civil, por sua vez, chegou a afirmar em pelo menos duas ocasiões que a pasta seria extinta e ele acumularia a função. "Não podemos sobrecarregar demais uma pessoa no ministério", justificou Bolsonaro.

Além disso, também foi questionada a habilidade de Santos Cruz para dialogar com os congressistas. "Santos Cruz é uma pessoa que vai surpreender no trato com os parlamentares (...) Santos Cruz sabe como funciona o Parlamento", defendeu o presidente eleito. Ele voltou a destacar que o diálogo do seu governo com o Legislativo será por meio das bancadas, entre elas a bancada evangélica, e não através dos partidos.

Bolsonaro admitiu que sua equipe considerava ter um número menor de ministérios, cerca de 15 no total, mas que isso não será possível. Assegurou, no entanto, que o número não passará de 20 pastas.

O presidente eleito antecipou que deve anunciar hoje o ministro responsável pelo Meio Ambiente, e que não será um militar. "O Meio Ambiente, apesar de eu ser verde, não vai ser um militar."

Outras escolhas, como o comando do Ministério de Minas e Energia, estão menos avançadas e podem demorar mais uma semana, segundo ele. "O casamento pode ser adiado", brincou.

Bolsonaro também garantiu que haverá um ministério para a área social, mas não deu detalhes. "Vai ter um ministério que vai envolver tudo isso aí: mulher, igualdade racial." Ele também disse que pretende ter um porta-voz, que já sondou uma pessoa, mas ainda "não recebeu o sinal verde para anunciá-la". Questionado sobre o nome da senadora Ana Amélia (PP-RS), respondeu que ela é uma "excelente pessoa" e "se possível" será convidada para o futuro governo.

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