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Porto Alegre, quarta-feira, 28 de novembro de 2018.

Jornal do Comércio

Política

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Transição no Planalto

Edição impressa de 28/11/2018. Alterada em 28/11 às 01h00min

Tarcísio de Freitas irá para a Infraestrutura

Tarcísio também já atuou na missão do Exército brasileiro no Haiti

Tarcísio também já atuou na missão do Exército brasileiro no Haiti


/WILSON DIAS/AGÊNCIA BRASIL/JC
O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), anunciou ontem o nome de Tarcísio Gomes de Freitas para comandar o Ministério da Infraestrutura, como será chamado o atual Ministério de Transportes, Portos e Aviação Civil. O indicado já foi diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). O anúncio foi feito pelo presidente eleito em sua conta no Twitter. 
Tarcísio é o 15º nome confirmado para o primeiro escalão do futuro governo. Freitas se formou pelo Instituto Militar de Engenharia e atualmente é secretário de Coordenação de Projetos do Programa de Parceria em Investimentos (PPI) na Presidência da República, onde é atualmente um dos principais responsáveis pelo programa de concessões em infraestrutura do governo federal. No PPI, conduz processos para a entrega para a exploração, pela iniciativa privada, de portos, aeroportos, ferrovias, rodovias. Também atua na preparação dos leilões nas áreas de energia, entre outras.
Engenheiro formado pelo Instituto Militar de Engenharia (IME), foi chefe da seção técnica da Companhia de Engenharia do Brasil na Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti.
Tarcísio chegou à cúpula do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) em 2011, quando a então presidente Dilma Rousseff (PT) promoveu uma "faxina" no órgão, depois da revelação de esquemas de corrupção. Na época, era funcionário de carreira da Controladoria-Geral da União (CGU). Foi o número dois do general Jorge Fraxe, que ocupou o posto de diretor-geral do Dnit com a missão de resgatar a imagem do governo. Em 2014, sucedeu a Fraxe no comando do Dnit. Tarcísio é também consultor concursado da Câmara dos Deputados.
No PPI, está desde a formação inicial do que considera uma "força-tarefa" para destravar as concessões em infraestrutura. De estilo direto, ele afirmou diversas vezes que as empresas fizeram lances "irresponsáveis" nas concessões leiloadas no governo Dilma, por isso enfrentam dificuldades financeiras.
Após o anúncio, em coletiva de imprensa, Tarcísio que o PPI ficará ligado à Presidência da República quando Bolsonaro (PSL) assumir o cargo.
A Secretaria-Geral da Presidência será comandada pelo advogado Gustavo Bebianno (PSL), braço direito de Bolsonaro durante a campanha.
 

Após disputa interna, Bebianno diz que general chefiará PPI

A equipe do governo de transição definiu o nome do general Maynard Marques de Santa Rosa para comandar o Programa de Parceria de Investimentos (PPI), que continuará vinculado à Secretaria-Geral.

O nome de Santa Rosa foi confirmado pelo futuro ministro-chefe da Secretaria-Geral, Gustavo Bebianno (PSL).

O comando do PPI, que centralizará as privatizações e as concessões do governo de Jair Bolsonaro (PSL), é alvo de disputa interna do futuro governo. "É uma área estratégica para o presidente e será mantida na Secretaria-Geral", afirmou Bebianno à reportagem.

Santa Rosa é general da reserva e já chefiou o departamento Pessoal do Exército durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele foi exonerado pelo então ministro da Defesa, Nelson Jobim, depois da veiculação, na imprensa, de trechos de uma carta na qual criticava a Comissão Nacional da Verdade, criada para investigar crimes de violação aos direitos humanos durante o regime militar.

A área de infraestrutura se tornou uma espécie de prova de fogo para a proposta do presidente eleito, de promover o fim das negociações políticas na destinação de verbas para obras públicas - o conhecido toma lá dá cá. 

Desde a campanha, ele queria deixar a área com os militares, mas vem sofrendo forte pressão de segmentos políticos e empresariais. Com a definição do PPI nas mãos de um militar, resta ainda decidir o futuro de outras áreas de infraestrutura, como o Ministério de Minas e Energia e o de Transportes, Portos e Aviação Civil.

Um dos cotados para a área de parcerias e privatizações foi Pablo Tatim, hoje braço direito do futuro chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM). O vice de Bolsonaro, general Hamilton Mourão (PRTB), também chegou a pedir que o programa ficasse aos seus cuidados.

Ficou definido, contudo, que a Secretaria-Geral manterá a estrutura de hoje, o PPI e também a Secom.

De acordo com Bebianno, outro general da reserva, o ex-comandante do Haiti Floriano Peixoto Vieira Neto, cuidará da parte de contratos de publicidade do governo.

Ele está analisando, por exemplo, os contratos que estão em andamento e vencem nos próximos meses, como os que cuidam das redes sociais e outros canais institucionais. O futuro chefe da Secretaria-Geral disse ainda que a Secom será dividida em duas áreas: uma que cuidará de publicidade e comunicação institucional e outra, do contato com a imprensa, função que será assumida por um porta-voz do futuro governo. "O porta-voz será escolhido pelo próprio presidente", disse Bebianno.

Na semana passada, Bolsonaro cogitou a possibilidade de indicar como ministro da Secom um de seus filhos, o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ).

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