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Porto Alegre, terça-feira, 27 de novembro de 2018.
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Jornal do Comércio

Política

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Transição no Planalto

Edição impressa de 27/11/2018. Alterada em 27/11 às 01h00min

Bolsonaro indica general para Secretaria de Governo

Santos Cruz comandou forças de paz no Congo e foi consultor da ONU

Santos Cruz comandou forças de paz no Congo e foi consultor da ONU


/FABIO RODRIGUES POZZEBOM/AGÊNCIA BRASIL/JC

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) anunciou, na manhã de ontem no Twitter, a indicação do general-de-divisão Carlos Alberto dos Santos Cruz para a Secretaria de Governo. Ele irá ocupar o cargo de Carlos Marun (MDB), responsável pela articulação do governo com o Congresso.

Um dos principais auxiliares de Bolsonaro, que integra a equipe de transição, afirmou que Santos Cruz não deverá cuidar da articulação política com o Congresso Nacional, tarefa que deverá ficar com Onyx Lorenzoni (DEM-RS), que ocupará a Casa Civil.

O auxiliar de Bolsonaro destacou que Santos Cruz não tem perfil para fazer negociação pública e que o debate interno sobre o nome tratava mais de coordenação de ações de governo. A secretaria continuará com status de ministério. Carlos Alberto Santos Cruz era cotado para comandar a Secretaria de Segurança Pública, na equipe de Sergio Moro. Ele é o quarto militar confirmado para ocupar uma pasta no futuro governo.

O general atuou como consultor da Organização das Nações Unidas (ONU) e comandou as forças de paz no Congo pelas Forças Armadas. Foi a primeira missão internacional a ter autorização do Conselho das Nações Unidas para tomar a iniciativa de desarmar e desmobilizar grupos rebeldes e milícias que atacavam civis no país africano. Ou seja, com autorização para atacar antes de qualquer ataque.

Quando foi convidado a comandar a missão no Congo, o general já estava na reserva, mas aceitou a missão. Antes do Congo, ele já havia atuado na missão de paz no Haiti, de 2006 a 2009. Cruz foi o personagem central do documentário "O Congo e o general", feito pela TV Al Jazeera, que mostrou a atuação do brasileiro no Congo, então varrido por armas e violência.

Neste domingo, Bolsonaro ainda projetou anunciar todo o ministério do futuro governo nos próximos dias. Nomes para pastas importantes, como as da área de infraestrutura, ainda não foram anunciados. "Os nomes que aparecem têm que estudar. Espero até o final do mês estar resolvida essa questão dos ministérios", disse.

Futuro governo já tem cinco militares no primeiro escalão

Com a indicação do general de divisão Carlos Alberto dos Santos Cruz para o cargo de ministro da Secretaria de Governo ontem, chegam a cinco os militares em cargos de primeiro escalão na gestão de Jair Bolsonaro (PSL) - ele próprio capitão reformado do Exército. Desde o fim da ditadura, há mais de três décadas, não se via tamanho envolvimento dos militares na vida partidária do país. 

O general Hamilton Mourão (PRTB), vice de Bolsonaro, já declarou que sua função no governo será monitorar as atividades ministeriais e as políticas públicas. Segundo ele, a ideia é que fique msob o encargo da Vice-Presidência subchefias hoje controladas pela Casa Civil e pela Secretaria-Geral, como as relativas ao controle dos ministérios, de políticas públicas e do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI).

No Gabinete de Segurança Institucional ficará o general Augusto Heleno, que foi comandante da missão da Nações Unidas no Haiti (2004 e 2005) e diretor do Instituto Olímpico e do departamento de Comunicação e Educação Corporativa do COB (Comitê Olímpico do Brasil).

Fernando Azevedo e Silva, que ficará à frente da pasta da Defesa, também é general do Exército e ex-chefe do Estado-Maior do Exército. Neste ano, Azevedo e Silva deixou o Alto Comando do Exército para auxiliar a presidência do Supremo Tribunal Federal, por sugestão do comandante do Exército, general Villas Bôas.

Por fim, Marcos Pontes, que vai para Ciência e Tecnologia, é tenente-coronel da Força Aérea Brasileira (FAB), engenheiro formado no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), foi o primeiro brasileiro a ir para o espaço, em 2006.

Presidente avalia indicar general Brandão para Infraestrutura

Depois da desistência do general Oswaldo Ferreira de assumir o novo Ministério da Infraestrutura, o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) quer outro general para a pasta. Um dos nomes em estudo é do general de Exército da reserva Joaquim Maia Brandão Júnior, cuja última função na ativa foi exatamente no Departamento de Engenharia e Comunicações (DEC) do Exército, onde trabalhou por mais de cinco anos, primeiro como vice-chefe e depois como chefe do DEC.

Pelo desenho que está sendo feito pelo novo governo, o Ministério da Infraestrutura poderá incorporar o Ministério das Comunicações, que a princípio, estava sendo pensada para ir para a Ciência e Tecnologia. Este, no entanto, não é o único nome em estudo. Há outras duas indicações para a pasta, uma delas, inclusive, vinda da área política, o que os militares gostariam de evitar.

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