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Jornal do Comércio

Política

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transição no planalto

Edição impressa de 20/11/2018. Alterada em 20/11 às 01h00min

Futura ministra da Agricultura nega irregularidade em benefícios fiscais para a JBS

A futura ministra da Agricultura Tereza Cristina (DEM-MS) afirmou, na manhã de ontem, em entrevista à rádio CBN, que não é "parceira da JBS" e que não concedeu benefícios fiscais à empresa, quando ocupava a Secretaria de Agricultura do Mato Grosso do Sul. Em nota oficial divulgada ontem, a deputada diz que "cumpriu a legislação vigente e atuou em conformidade com as políticas de governo estabelecidas à época".
"Nunca recebi uma intimação nem nada sobre esse assunto. E estou pronta para responder se for chamada", afirmou a deputada, que disse, ainda, que quem concedeu os benefícios foi o governo do estado, e não ela. "Quando teve uma crise profunda, a Seara foi vendida para a JBS, e foi concedido pelo governo do estado do qual eu era secretária, assim como a várias outras empresas que se instalaram no estado. Eu não dava benefícios fiscais, quem dava era o governo", disse.
Reportagem publicada pela Folha de S.Paulo no domingo informa que Tereza Cristina assinou, no final de 2013, aditivos para os acordos de concessão de benefícios fiscais à JBS. A deputada foi secretária do setor do agronegócio durante o governo de André Puccinelli (MDB-MS). Os delatores da JBS afirmaram ter pago propina a dois ex-governadores do MS - André Puccinelli e Zeca do PT - e ao atual governador, Reinaldo Azambuja (PSDB), em troca dos benefícios, mas não citam o nome de Tereza Cristina.
Na mesma época, a então secretária arrendou uma propriedade de sua família em Terenos (MS) à empresa de Joesley e Wesley Batista para o confinamento de bois. Na nota, ela afirma que a relação comercial estabelecida por sua família com a empresa JBS foi feita "de forma legal e transparente, dentro dos padrões seguidos regularmente pelos demais produtores da região e do País".
Na eleição de 2014, a prestação de contas de Tereza Cristina registra uma doação de R$ 103 mil da JBS, por meio do diretório estadual do DEM. Ao ser questionada sobre o caso, a futura ministra afirmou que nunca recebeu doação da JBS e que foi o partido que recebeu o dinheiro e fez o repasse para sua candidatura a deputada federal na época.
 
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