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Jornal do Comércio

Política

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Transição no Planalto

Edição impressa de 20/11/2018. Alterada em 20/11 às 01h00min

Moro leva integrantes da Lava Jato para sua equipe

Futuro ministro da Justiça do governo de Jair Bolsonaro (PSL), o ex-juiz Sérgio Moro, exonerado ontem da Justiça Federal, anunciou que levou para o gabinete de transição em Brasília integrantes da Polícia Federal (PF) que participaram da Operação Lava Jato, em que ele atuou, em Curitiba.

Alguns dos nomes são Rosalvo Ferreira Franco, ex-superintendente regional da Polícia Federal no Paraná; e Erika Mialik Marena, uma das primeiras delegadas a comandar a Lava Jato, tendo, inclusive, nomeado a operação.

Dessa forma, Moro começa a confirmar os primeiros nomes da sua equipe. Ele já havia dito que contaria com integrantes da Lava Jato, com quem trabalhou e em quem diz confiar, e que pretende criar no Ministério da Justiça o mesmo modelo da Lava Jato, com forças-tarefa para assuntos prioritários.

Moro almoçou com Franco e Marena nesta segunda-feira, em restaurante anexo ao Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília, onde funciona o gabinete de transição do governo Bolsonaro. Também estavam à mesa Flávia Blanco, que será sua chefe de gabinete no ministério; e Marcos Koren, ex-chefe de comunicação da superintendência da PF no Paraná.

O próximo nome que o futuro ministro deve confirmar é o do diretor-geral da PF, função hoje ocupada por Rogério Galloro. O mais cotado é Maurício Valeixo, que, atualmente, é o chefe da polícia do Paraná e amigo de longa data do futuro ministro. Ele já atuou em Brasília na gestão do ex-diretor-geral Leandro Daiello, quando chefiou a Diretoria de Combate ao Crime Organizado (Dicor).

O antecessor de Valeixo no cargo de Superintendente da PF no Paraná, Rosalvo Ferreira Franco, por estar na transição, também passa a ser um nome cotado como possível integrante do grupo do futuro ministro.

Questionado, nesta segunda-feira, se anunciaria o novo diretor da PF nesta semana, Moro respondeu que "talvez". Ele também afirmou que planeja passar os próximos dias em Brasília, após ser exonerado pela Justiça Federal.

Veja quem Moro deve levar ao Ministério da Justiça 

Erika Marena
Trabalhou em investigações que ficaram muito conhecidas, como a do Banestado e a Lava Jato, ambas começaram no Paraná e tiveram a participação de Sergio Moro. Associou, com ajuda de outro delegado, o doleiro Alberto Yousseff ao esquema da Petrobras. Recentemente, foi criticada na investigação de desvios de dinheiro na Universidade Federal de Santa Catarina. O reitor da UFSC, se matou em um shopping após ser preso temporariamente.
Maurício Valeixo
Cotado para ser o diretor-geral da Polícia Federal, o delegado é atualmente superintendente da polícia do Paraná, cargo que ele já havia ocupado entre 2009 e 2011.
Valeixo foi adido em Washington (EUA) entre 2013 e 2015. Conhecido de Moro há mais de dez anos, ele foi também chefe do Combate ao Crime Organizado da PF durante três anos da gestão de Leandro Daiello. O posto é o terceiro da hierarquia da polícia.
Rosalvo Franco
O delegado atuou na PF por quase 33 anos e chefiou a superintendência do Paraná desde o início da Lava Jato até o ano passado, quando pediu aposentadoria, em dezembro. É pessoa de muita confiança de Moro, com quem trabalhou muito de perto, e foi chefe de Erika Marena.

Exoneração de Sérgio Moro é publicada no Diário Oficial da União

Sérgio Moro deve ser substituído por meio de concurso de remoção

Sérgio Moro deve ser substituído por meio de concurso de remoção


FABIO RODRIGUES POZZEBOM/ESPECIAL/JC
A exoneração do juiz federal Sérgio Moro foi publicada ontem no Diário Oficial da União, seção 2, página 47. Ele assumirá o futuro Ministério da Justiça, que agregará a Segurança Pública e parte do Conselho de Controle de Atividades Financeiras. Também deve participar da equipe de transição do governo. 
O ato de número 428 é assinado pelo presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), Carlos Eduardo Thompson Flores, informando que a exoneração ocorre a pedido do próprio Moro. Na sexta-feira, ele enviou ofício formalizando o pedido.
No pedido de exoneração, Moro argumentou que pretende "organizar a transição e as futuras ações do Ministério da Justiça". "Houve quem reclamasse que eu, mesmo em férias, afastado da jurisdição e sem assumir cargo executivo, não poderia sequer participar do planejamento de ações do futuro governo."
Em substituição a Moro no comando dos processos da Lava Jato ficará temporariamente a juíza Gabriela Hardt. Como substituta, ela não pode assumir de forma definitiva a vaga de Moro.
Após a publicação do ato de exoneração, deve ser expedido o edital para concurso de remoção. A remoção é um concurso interno entre magistrados da Justiça Federal da 4ª Região para preenchimento de vagas.
 
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