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Jornal do Comércio

Política

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Transição

19/11/2018 - 15h14min. Alterada em 19/11 às 15h14min

Hamilton Mourão diz que núcleo duro da Petrobras não será privatizado

Vice-presidente eleito elogiou o nome do futuro presidente da estatal, Roberto Castello Branco

Vice-presidente eleito elogiou o nome do futuro presidente da estatal, Roberto Castello Branco


MAURO PIMENTEL/AFP/JC
Estadão Conteúdo
O vice-presidente da República eleito, Hamilton Mourão, afirmou nesta segunda-feira (19) que as áreas de prospecção e de inteligência da Petrobras não serão privatizadas. Ele também elogiou o nome do futuro presidente da empresa estatal, Roberto Castello Branco, confirmado nesta segunda para assumir a estatal no governo Jair Bolsonaro.
"O núcleo duro da Petrobras, que é onde tá a prospecção e a inteligência, o conhecimento, isso não vai ser privatizado. Agora podemos negociar distribuição e refino, é algo que pode ser negociado", disse o general da reserva.
O vice-presidente, ao elogiar o nome indicado para presidente da Petrobras, confundiu Roberto Castello Branco com o economista e secretário-geral da Associação Contas Abertas, entidade que fomenta transparência. "Acho um nome extremamente competente, o Gil Castello Branco, excelente, e vai manter essa gestão de recuperação que a empresa tá passando", disse Mourão.
Roberto Castello Branco foi diretor do Banco Central e da Vale e fez parte do time de especialistas reunidos pelo futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, para debater propostas para o setor.
Sobre o cronograma de atividades, disse que pretende se reunir nesta terça-feira (20) com Jair Bolsonaro e que está recebendo no CCBB "pessoas das mais diversas áreas que vêm trazer as suas ideias para o governo de transição", em temas relacionados, por exemplo, a saúde e INSS.
Mourão disse também que está em estudo a possibilidade de a vice-presidência assumir atribuições da Casa Civil. "Uma vez que as atribuições do ministro Onyx são amplas, se houver a concordância de todos, a gente pode organizar isso de uma forma que seja mais eficiente e eficaz para o governo", disse.
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