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Porto Alegre, quarta-feira, 31 de outubro de 2018.
Dia das Bruxas.

Jornal do Comércio

Política

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Presidência da República

Edição impressa de 31/10/2018. Alterada em 31/10 às 01h00min

Núcleo militar de Bolsonaro quer 25 cargos na transição

General Augusto Heleno trabalho na campanha do presidente eleito

General Augusto Heleno trabalho na campanha do presidente eleito


MARCELLO CASAL/AGÊNCIA BRASIL/JC

Os diferentes grupos que assessoraram o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), durante a campanha começaram a definir a equipe que atuará na transição do governo. O chamado "grupo de Brasília", comandado pelos generais da reserva Augusto Heleno e Oswaldo Ferreira, já submeteu uma lista de 25 nomes ao deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS), que deve coordenar a transição.

As outras indicações serão feitas pela equipe econômica da campanha, que teve o economista e futuro ministro da Fazenda, Paulo Guedes, à frente, e pelo núcleo político. Heleno já foi anunciado como futuro ministro da Defesa por Bolsonaro, enquanto Ferreira deverá ocupar alguma pasta na área de Infraestrutura.

O grupo chefiado pelos militares será responsável pela transição em áreas como Saúde, Segurança, Infraestrutura, Trabalho, Meio Ambiente, Internacional, Justiça e Defesa. Entre os nomes indicados estão o do professor universitário Paulo Coutinho, para a área de Ciência e Tecnologia; do diretor do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) Alexandre Ywata, para Meio Ambiente; do consultor e coronel da reserva do Corpo de Bombeiros Luiz Blumm, para Saúde e Defesa; e do tenente-coronel dos Bombeiros Paulo Roberto, para a Educação.

São pessoas que já vinham se reunindo em um hotel em Brasília para assessorar a campanha de Bolsonaro - alguns em contato direto com o então candidato -, municiando estudos e projetos tocados pelo grupo de generais.

Embora longe do núcleo mais próximo do candidato, o grupo formado pelos militares foi um dos pilares da campanha que elegeu Bolsonaro, dando respaldo para propostas em áreas como infraestrutura. A ideia é que eles tomem pé da situação de cada ministério e comandem os grupos temáticos que atuarão no centro de transição, montado no Centro Cultural Banco do Brasil, em Brasília.

Com voluntários, equipe poderá ter 300 participantes no total

Com 50 cargos disponíveis, a projeção da campanha do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) é de que mais pessoas trabalhem como voluntários na equipe de transição - são esperados cerca de 300 integrantes. Serão nomeados apenas aqueles que precisam deixar outras funções no governo ou são peças-chave nas equipes. Os próprios generais da reserva, como Heleno e Ferreira, não deverão receber cargos na transição oficialmente.

Em paralelo, os assessores aguardam decisões que caberão ao próprio presidente eleito, como o número efetivo de ministérios que serão mantidos. De acordo com fontes, a tendência hoje é de que Bolsonaro mantenha separado os ministérios dos Transportes e de Minas e Energia. O candidato chegou a dizer que as pastas seriam fundidas em um Ministério de Infraestrutura, mas a avaliação agora é de que isso dificultaria o dia a dia das áreas.

O grupo de Brasília também prepara as prioridades para os 100 primeiros dias do próximo presidente. Na área de infraestrutura, por exemplo, a primeira ação será concluir obras como a da BR-163 e fazer estudos sobre a viabilidade de todas as obras paralisadas no governo.

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