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Jornal do Comércio

Política

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Eleições 2018

Edição impressa de 30/10/2018. Alterada em 30/10 às 14h23min

Taxa de abstenção nas eleições de 2018 mantém tendência há 20 anos

Crescimento do índice deste ano, contudo, não pode ser considerado significativo

Crescimento do índice deste ano, contudo, não pode ser considerado significativo


CLAITON DORNELLES /JC
O segundo turno das eleições deste ano manteve a tendência de abstenção observada nos últimos 20 anos para o pleito presidencial. No domingo, 31.371.704 brasileiros não foram às urnas. Esse total representa 21,3% do eleitorado brasileiro.
Além disso, foram 2.486.593 de votos em branco (2,14%) e 8.608.105 de votos nulos (7,43%). Antes deste período, em 1994, quando Fernando Henrique Cardoso (PSDB) foi eleito no primeiro turno, a abstenção chegou a 29,3% do eleitorado.
Em 1998, na disputa entre FHC e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 21,5% dos eleitores deixaram de votar. Na eleição seguinte, em 2002, quando Lula derrotou José Serra (PSDB) no segundo turno, os não votantes foram 20,46% dos eleitores. Na reeleição de Lula, em 2006, foi registrado o menor índice do período: 16,8% do eleitorado se absteve no primeiro turno. No segundo, o percentual foi de 18,9%.
No ano de 2010, na primeira eleição de Dilma Rousseff (PT), a taxa de abstenção no segundo turno ficou em 21,5% - o mesmo percentual de 1998. Na reeleição da petista, em 2014, chegou a 21,1% do eleitorado no segundo turno. Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
O crescimento do índice deste ano, contudo, não pode ser considerado significativo, avalia o professor de Ciência Política da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) Mauricio Assumpção Moya. "O que se pode observar é que a abstenção vem crescendo um pouco a cada ano", pondera. Ele indica que, embora o percentual de 2018 seja maior em relação a anos anteriores, a alta não foi abrupta, o que pode indicar uma tendência do eleitorado brasileiro.
Moya acredita que a abstenção tende a crescer nos próximos anos porque, apesar de o voto ser obrigatório no Brasil, "a punição é mínima". Mas pondera que ainda é cedo para uma avaliação. "Apesar de serem 20 anos de dados, isso representa apenas cinco eleições".
 
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