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Porto Alegre, terça-feira, 16 de outubro de 2018.

Jornal do Comércio

Política

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eleições 2018

Edição impressa de 16/10/2018. Alterada em 16/10 às 01h00min

Leite faz campanha em reduto eleitoral de Sartori

Em municípios da serra gaúcha, o candidato Eduardo Leite intensificou o corpo a corpo com o eleitorado

Em municípios da serra gaúcha, o candidato Eduardo Leite intensificou o corpo a corpo com o eleitorado


/RODGER TIMM/DIVULGAÇÃO/JC
Roberto Hunoff, de Caxias do Sul
Enquanto o candidato à reeleição, José Ivo Sartori (MDB), se dedicou à gravação da propaganda eleitoral e a um evento para formalizar o apoio de prefeitos, o seu adversário no segundo turno da eleição estadual, o ex-prefeito de Pelotas Eduardo Leite (PSDB), buscou votos no reduto eleitoral do emedebista. Ontem, o tucano focou no eleitorado de Farroupilha, cidade onde o governador nasceu, e de Caxias do Sul, município governado por Sartori durante dois mandatos (2005-2012). 
No primeiro turno, Sartori recebeu mais votos nas duas cidades. Em Farroupilha, o governador recebeu 47,32% dos votos; Eduardo Leite, 36,14%; e o restante foi dividido entre os outros cinco candidatos, além de brancos e nulos. Em Caxias do Sul, o emedebista teve 48,03% da preferência dos eleitores; Eduardo Leite, 31,24%; o resto foi distribuído entre outras candidaturas, e brancos e nulos.
O tucano foi a Caxias do Sul, acompanhado do seu vice, Delegado Ranolfo Vieira (PTB), atendendo ao convite da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CIC) para uma reunião-almoço com empresários locais.  
Eduardo Leite expôs sua proposta de governo, destacando que buscará recuperar a competitividade do Estado por meio de investimentos na infraestrutura e na educação, e redução da burocracia e da carga tributária. Para ele, o Regime de Recuperação Fiscal (RRF), nos termos negociados pelo governo Sartori, não é solução para os problemas do Estado, pois somente adia o pagamento da dívida.
"O importante é o que será feito nos próximos quatro anos. Se nada for feito, ou feito de forma errada, voltaremos a discutir o problema das finanças no futuro", assinalou. Ele defendeu a revisão da proposta do RRF, pois impede que o Estado faça novas contratações, o que dificulta o atendimento de reivindicações, como aumento do efetivo da segurança formulado pelas lideranças de Caxias do Sul.
Sob o argumento de não prejudicar os prefeitos, o tucano reforçou a ideia de reduzir a carga tributária a partir de 2021 e defendeu uma revisão mais ampla do sistema tributário. A proposta gerou contestações de empresários, no espaço reservado aos questionamentos.
"O senhor começa mal seu governo se mantiver essa proposta, porque as atuais alíquotas terão de ser reduzidas em dezembro próximo", criticou o empresário Mário Sebben. Eduardo Leite respondeu afirmando que a proposta do seu adversário é pior, "pois não determina um prazo para iniciar a redução da carga tributária".
Para o empresário Dagoberto Godoy, as propostas apresentadas pelo candidato tucano, além de serem muito semelhantes às de José Ivo Sartori, parecem subestimar as forças das corporações do Estado. Para o candidato, é preciso abandonar a ideia de que sempre foi assim e, portanto, pouco se pode fazer. Ele lembrou que, como prefeito de Pelotas, enfrentou fortes posições contrárias, mas saiu do governo com 87% de aprovação.
O candidato reafirmou voto em Jair Bolsonaro (PSL) à presidência da República sob o argumento de que o PT não pode mais voltar ao poder. Depois do evento do CIC, Leite caminhou pelas ruas do Centro de Caxias.
Em Farroupilha, o candidato do PSDB foi recebido pelo prefeito da cidade, Claiton Gonçalves (PDT), que declarou apoio à sua candidatura. Em um encontro que reuniu entidades e lideranças regionais, Gonçalves relatou que havia visitado Pelotas. "O que Eduardo Leite fez em Pelotas, onde obteve 70% dos votos? Obras de infraestrutura que mudaram a cara da cidade", opinou o pedetista.
Leite acolheu uma demanda encaminhada pelo prefeito, relacionada ao Hospital São Carlos, única instituição de Farroupilha que atende pelo Sistema Único de Saúde (SUS), e que enfrenta dificuldades financeiras. O tucano também disse que o seu "plano de recuperação é do Estado, e não apenas para pagar as contas". E concluiu, defendendo mais investimentos em infraestrutura no Rio Grande do Sul: "Não podemos aguentar mais quatro anos sem investimentos".
 
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