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Porto Alegre, quarta-feira, 10 de outubro de 2018.

Jornal do Comércio

Política

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eleições 2018

Edição impressa de 10/10/2018. Alterada em 10/10 às 18h48min

Coligado com Sartori, PSB gaúcho ainda definirá apoio à presidência

Em reunião, Executiva do PSB definiu apoio ao petista, mas liberou estados com segundo turno

Em reunião, Executiva do PSB definiu apoio ao petista, mas liberou estados com segundo turno


FABIO RODRIGUES POZZEBOM/ABR/JC
Bruna Suptitz
O PSB gaúcho reafirmou ontem, em nota, que mantém apoio à candidatura de José Ivo Sartori (MDB) na disputa ao Palácio Piratini no segundo turno eleitoral. Os partidos estão coligados, em definição tomada a partir de decisão do congresso estadual do PSB, realizado em junho deste ano. Ainda assim, uma corrente dentro da sigla pede a saída da coligação - o motivo é o apoio declarado por Sartori à candidatura de Jair Bolsonaro (PSL) à presidência da República.
Nacionalmente, o PSB deliberou por apoiar o candidato Fernando Haddad (PT), mas liberou da decisão os estados em que há disputa em segundo turno. Ao anunciar a decisão, o presidente do PSB nacional, Carlos Siqueira, afirmou que o partido cobrará do petista a formação de uma frente democrática envolvendo, além de partidos políticos, atores da sociedade civil. Siqueira informou que o PT não pediu apoio formalmente. "Estamos nos posicionando porque é a obrigação de um partido que tem vida republicana", disse.
Já no Rio Grande do Sul a definição se dará em reunião na próxima segunda-feira, e será entre a neutralidade ou o apoio a Haddad, explica o presidente em exercício do PSB estadual, Mário Sander Bruck. Para amenizar o desconforto no partido alegando que "o MDB apoiar Bolsonaro é problema do MDB. Não é apoio da coligação. Nós não vamos apoiar Bolsonaro".
Um dos principais nomes da corrente dentro do PSB que pede a saída da coligação de Sartori é Hermes Zanetti, que chegou a lançar pré-candidatura ao governo, sendo derrotado no congresso da sigla. Em documento enviado à direção estadual do partido lembra orientação do congresso nacional, que em 5 de agosto decidiu pela interdição de qualquer forma de apoio à candidatura de Bolsonaro. Contudo, Bruck reforça que não se cogita a saída da coligação de Sartori. "A defesa da outra corrente foi derrotada por ampla maioria. Não se desfaz decisão do congresso (estadual)", sustenta.

Candidatos ao Piratini cumprem agendas internas

No segundo dia desta nova etapa da campanha eleitoral, os candidatos José Ivo Sartori (MDB) e Eduardo Leite (PSDB) cumpriram agendas internas. O tucano esteve em Brasília e passou o dia em reuniões. Ontem a executiva do partido - Leite é presidente estadual da sigla - definiu por liberar a base em relação ao apoio às candidaturas à presidência de Jair Bolsonaro (PSL) ou Fernando Haddad (PT).

O presidente nacional do PSDB, Geraldo Alckmin - que ficou em quarto lugar na disputa presidencial -, pontuou que a liberação do partido significa neutralidade na campanha. No domingo, após a apuração dos resultados, Leite sinalizou com apoio ao candidato do PSL. Coligado aos tucanos no Rio Grande do Sul, o PP nacional também liberou os filiados a definirem seus apoios de acordo com a conjuntura de cada estado, sem orientação.

Já Sartori passou a terça-feira reunido com os coordenadores da campanha para avaliação do primeiro turno e construção das estratégias que adotará no segundo turno. Uma das possibilidades é encaminhar à Assembleia Legislativa novo pedido de liberação para o governador se dedicar à campanha. Hoje a agenda prevê gravação de programas para rádio e televisão - as campanhas nessas mídias serão retomadas a partir de sexta-feira.

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