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Porto Alegre, quarta-feira, 03 de outubro de 2018.
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Política

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eleições 2018

Edição impressa de 03/10/2018. Alterada em 02/10 às 23h29min

TRE indefere candidaturas do PCO no Rio Grande do Sul; TSE ainda julgará recursos

Diego Nuñez
O Partido da Causa Operária (PCO) está com dificuldades para efetivamente participar das eleições deste ano. Chega a nove o número de estados onde a legenda teve a totalidade de sua chapa indeferida pela Justiça Eleitoral.
No caso da célula gaúcha da sigla, o PCO, que lançou Paulo Medeiros como candidato ao Palácio Piratini, não apresentou prestação de contas até 30 de abril, prazo máximo determinado pelo Superior Tribunal Federal (TSE). Assim, o diretório estadual do partido foi suspenso. A ausência de um diretório constituído foi a justificativa do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Rio Grande do Sul para o indeferimento das candidaturas do PCO, que apresentou candidatos para governador, senador e deputados federal e estadual.
Segundo o secretário jurídico do PCO, Juliano Lopes, as contas do partido "foram prestadas no começo de junho. Agora, estão tramitando como se fosse um processo qualquer". Lopes disse que a legenda entrou com recurso contra os indeferimentos de candidatura. Segundo o TSE, esses recursos não têm prazo de julgamento, e uma decisão poderia sair até mesmo após a eleição.
Na página oficial do partido no Facebook, seus filiados constantemente reclamam do excesso de burocracia que, segundo eles, afasta partidos de menor porte da política. "O PCO não dispõe na mesma máquina que os outros partidos dispõem. Não se conseguiu constituir a tempo advogados e contadores", explica Lopes. A sigla também não enviou nenhum programa para o espaço de nove segundos a que tinha direito no horário eleitoral gratuito.
"Somos militantes, usamos nossos próprios recursos para fazer campanha. Temos uma prensa própria para imprimir os panfletos. Divulgamos no nosso jornal on-line. Realizamos atividades de rua junto com o comitê Lula Livre da Cidade Baixa, fazendo a denúncia da prisão política" do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirma Leonardo Limeira, que teve sua candidatura à Câmara Federal indeferida.
O PCO vinha afastado da disputa de cargos eletivos, mas a história recente da política nacional fez o partido rever essa posição. "A política do partido de luta contra o golpe fez o partido crescer naturalmente. No Rio Grande do Norte, por exemplo, a gente nunca tinha lançado candidatos. Acontece também no Maranhão, no Mato grosso", disse Lopes.
Denunciar a forma com que foi realizado o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e defender a liberdade e o direito de Lula de ser candidato é, antes de propriamente alcançar cargos eletivos na gestão pública, o motivo pelo qual o PCO decidiu entrar na disputa, afirmam os dirigentes.
"Por acaso, estamos na eleição para discutir a administração do estado de Santa Catarina, quando os golpistas vão entregar o País para o estrangeiro e destruir o Brasil? Só se os catarinenses acham que vão sobreviver à hecatombe neoliberal que vem pela frente", declarou o presidente nacional do partido, Rui Pimenta, em vídeo divulgado no canal do PCO no YouTube. Lopes complementa: "A gente não pretende ludibriar o eleitor de que temos plano para trocar as lâmpadas da cidade. A nossa luta é política".
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