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Porto Alegre, quarta-feira, 19 de setembro de 2018.

Jornal do Comércio

Política

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Eleições 2018

19/09/2018 - 17h52min. Alterada em 19/09 às 17h52min

Após notícia de volta da CPMF, Bolsonaro nega criação de impostos

Em publicação, candidato do PSL desautorizou fala atribuída a Paulo Guedes

Em publicação, candidato do PSL desautorizou fala atribuída a Paulo Guedes


NELSON ALMEIDA/AFP/JC
Agência O Globo
O presidenciável Jair Bolsonaro, do PSL, usou as redes sociais para prometer, se eleito, trabalhar pela redução de impostos. A reação de Bolsonaro veio logo após a divulgação, nesta quarta-feira (19), de reportagem do jornal Folha de S.Paulo com a informação de que o economista Paulo Guedes, uma espécie de guru econômico do candidato, pretendia recriar um novo imposto, nos moldes da CPMF.
Em sua publicação, Bolsonaro desautorizou a fala atribuída a Guedes, cotado para assumir o ministério da Fazenda num eventual governo. O candidato se refere a Guedes como uma espécie de "Posto Ipiranga", aquele que, segundo ele, poderia resolver os problemas da área em que o ex-capitão admite ter menos intimidade, a economia.
"Nossa equipe econômica trabalha para redução de carga tributária, desburocratização e desregulamentações. Chega de impostos é o nosso lema! Somos e faremos diferente. Esse é o Brasil que queremos!", escreveu o presidenciável em sua conta pessoal do Twitter.
A fala de Guedes foi feita em uma reunião para uma grupo de clientes da gestora de grandes fortunas GPS Investimentos: A empresa soltou uma nota: "A GPS apenas cedeu o espaço para essa apresentação e não tem autoridade para comentar a exposição do economista".
Adversários de Bolsonaro na corrida presidencial aproveitaram o episódio para atacar o líder das pesquisas de intenção de voto. O tucano Geraldo Alckmin explorou o noticiário sobre a proposta do economista da campanha do PSL. .
"Quem fala em nome do Bolsonaro, o Paulo Guedes, quer recriar a CPMF. Vão fazer mais imposto para passar a conta para o povo. Nós somos contra mais impostos, vamos cortar gastos, apertar o cinto do governo para não apertar o cinto da população", afirmou o tucano, em sabatina organizada pela revista Veja.
O assunto também está sendo usado nas redes sociais da campanha de Alckmin. No início da tarde, o candidato compartilhou em sua página no Facebook a reportagem sobre a proposta de Guedes para recriar um imposto sobre movimentações financeiras.
Fernando Haddad também criticou a proposta. "Um pequeno desastre. Ele (Bolsonaro) vai fazer pobre pagar mais imposto", disse o petista. "Não vamos recriar a CPMF", completou.
Também em sabatina da Veja, a candidata da rede, Marina Silva, disse ser contra a criação de uma nova CPMF.
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