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Porto Alegre, sexta-feira, 14 de setembro de 2018.
Aniversário da cidade de Viamão.

Jornal do Comércio

Política

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eleições 2018

Edição impressa de 14/09/2018. Alterada em 14/09 às 15h13min

Fact-checking: Cinco destaques do Truco na eleição no Rio Grande do Sul

Truco e Filtro Fact-checking
1. Crescimento continuado de 5% parou nos anos 1970
No Painel Eleitoral ARI, Mateus Bandeira (Novo) disse que a economia gaúcha nunca cresceu 5% ao ano por quatro anos seguidos, mas não é verdade. A série histórica do PIB gaúcho, sistematizada pela extinta Fundação de Economia e Estatística até 2017, com dados de 1947 a 2016, mostra que a última vez que isso aconteceu foi no final dos anos 1970. Já o histórico recente é de crescimento baixo - e até de variação negativa. Economistas concordam que atualmente é improvável que o RS cresça nesse patamar, comparável somente ao de países como a China na atualidade.

2. É cedo para dizer que criminalidade está em queda
Em entrevista ao Jornal do Comércio, José Ivo Sartori (MDB) afirmou que os indicadores da criminalidade no Estado estão caindo. A declaração do governador é discutível, pois mesmo com uma leve melhora nas taxas de roubo e assassinato no ano de 2017 e no primeiro semestre de 2018, a violência atingiu recordes históricos no período entre 2006 a 2016 - e Porto Alegre ingressou no ranking das 50 cidades mais violentas do mundo. Especialistas alertam que ainda é cedo para afirmar que há uma tendência de queda na criminalidade.

3. RS só perde para RJ em chacinas
Também para o Jornal do Comércio, Miguel Rossetto (PT) afirmou que o Rio Grande do Sul só perde para o Rio de Janeiro na quantidade de chacinas. É verdade. No 11º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, com estatísticas criminais de 2016, o RS registrou 26 chacinas - homicídios múltiplos com três ou mais vítimas -, ficando atrás apenas do RJ, onde houve 41 ocorrências.

4. Pagamento de pessoal consome quase 80% da receita
Ainda na série de entrevistas do Jornal do Comércio, Eduardo Leite (PSDB) disse que 80% da receita gaúcha é consumida pela folha de pagamento e encargos sociais. A fonte do candidato é o Relatório Resumido de Execução Orçamentária (RREO) do sexto bimestre de 2017, da Secretaria do Tesouro Nacional. Segundo o balanço, em 2017, o governo gaúcho gastou 78% de sua receita com pessoal e encargos. Como números arredondados são classificados pelo Truco nos estados como verdadeiros, Leite está correto.

5. Licença ambiental já não demora 900 dias
No debate da TV Bandeirantes, Jairo Jorge (PDT) afirmou que o licenciamento ambiental no RS leva 900 dias, mas o dado está desatualizado. A Fepam admite que a liberação já chegou a demorar esse tempo em 2015, mas foi reduzido com a implementação do Sistema On-line de Licenciamento (SOL), lançado em fevereiro de 2017. Um balanço publicado em fevereiro, quando o SOL completou um ano, mostra queda do prazo médio de licenciamento para 45 dias.
Estas checagens fazem parte do Truco nos Estados, projeto da Agência Pública que tem o Filtro Fact Checking, da ONG Pensamento, como parceiro no RS. Acompanhe em apublica.org/trucoRS e pensamento.org
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