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Porto Alegre, quinta-feira, 06 de setembro de 2018.

Jornal do Comércio

Política

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eleições 2018

Edição impressa de 06/09/2018. Alterada em 06/09 às 15h55min

Fact-checking: cinco destaques do Truco no Rio Grande do Sul

Truco e Filtro Fact-checking
1. Mais de 5 mil esperam convocação na segurança
No Painel Eleitoral ARI, José Ivo Sartori, candidato à reeleição pelo MDB, afirmou que convocou todos os aprovados em concursos para a segurança nos três anos de seu governo. Mas isso não é verdade. Há pelo menos 5.850 novos concursados aguardando convocação. Registros apresentados pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) somam 4.290 servidores chamados por Sartori, a maioria de concursos do governo anterior.

2. Assaltos e roubos cresceram quase 80%
Em entrevista ao Jornal do Comércio, Miguel Rossetto (PT) comparou os resultados dos três primeiros anos do atual governo (de José Ivo Sartori, MDB, que concorre à reeleição) com os três primeiros de seu antecessor, seu colega de partido, Tarso Genro. Além de acusar um aumento de 80% nos roubos, Rossetto disse que houve 35% mais assassinatos no estado sob a atual gestão. É fato. Estatísticas criminais da SSP mostram que houve um aumento de 77% no número de roubos - valor arredondado pelo candidato - e de 36% no de homicídios.

3. Canoas foi melhor no Ideb do que Pelotas
No duelo particular entre ex-prefeitos no debate da Band, Jairo Jorge (PDT) comparou resultados de Canoas e Pelotas na educação, a partir dos resultados do Ideb ao final dos mandatos dele e de Eduardo Leite (PSDB). De fato, o Ideb do 4º e do 5º ano de Canoas supera Pelotas desde 2005, quando começou o levantamento. Além disso, Canoas bateu a meta em quatro das cinco avaliações, enquanto Pelotas teve desempenho positivo em duas ocasiões. Jairo tem razão: os números de Canoas são melhores do que os de Pelotas no Ideb.

4. Setor agropecuário paga um dos menores salários
Em entrevista ao Jornal do Comércio, Roberto Robaina (PSOL) afirmou que o setor agropecuário paga um dos salários mais baixos no RS. O candidato se apoia na Relação Anual de Informações Sociais (Rais), que indica a remuneração média de trabalhadores com carteira assinada em 25 subsetores. Em 2016, a agropecuária tinha o segundo menor salário (R$ 1.860,00), à frente apenas do comércio (R$ 1.823,00). Portanto, é verdade que o setor paga um dos piores salários no RS.

5. Polícia e judiciário divergem sobre elucidação de crimes
No Painel ARI, Eduardo Leite (PSDB) elogiou seu vice, o delegado Ranolfo Vieira Júnior (PTB), por ter criado delegacias especializadas na investigação de homicídios quando foi chefe de Polícia do estado, no governo Tarso Genro (PT). Com as unidades, a taxa de elucidação desses crimes passou de 20% para mais de 70% de 2013 para 2014. Mas o aumento expressivo de eficiência de um ano para outro abriu margem para contestação. Um levantamento feito em 2013 mostrou que apenas 30,7% dos crimes foram denunciados à Justiça pelo Ministério Público. Nos demais casos, não havia provas suficientes para levar os suspeitos ao tribunal. Para o MP, esses crimes não são considerados elucidados. Como há divergência de critérios, o Truco nos Estados classificou o dado como 'discutível'.
Estas checagens fazem parte do Truco nos Estados, projeto da Agência Pública que tem o Filtro Fact-checking, da ONG Pensamento, como parceiro no RS. Acompanhe em apublica.org/trucoRS e pensamento.org.
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