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Porto Alegre, quarta-feira, 22 de agosto de 2018.
Dia do Folclore.

Jornal do Comércio

Política

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eleições 2018

Edição impressa de 22/08/2018. Alterada em 21/08 às 23h24min

Troca de acusações e ataque ao governo marcam debate

Funcionalismo e contas públicas foram temas mais debatidos

Funcionalismo e contas públicas foram temas mais debatidos


RUVANA DE CARLI/CRCRS/DIVULGAÇÃO/JC
Bruna Suptitz
Sem repetir com a mesma intensidade os confrontos calorosos que marcaram os dois primeiros debates entre os candidatos ao governo do Estado, sete dos concorrentes ao Palácio Piratini estiveram novamente frente a frente na manhã de ontem. Em muitos momentos, o tempo para a elaboração das perguntas aos adversários foi utilizado pelos candidatos para apresentarem suas próprias propostas. Houve troca de acusações diretas ou indiretas.
Uma das situações foi quando o candidato Mateus Bandeira (Novo) fez uso da pergunta direcionada a Roberto Robaina (PSOL) para se distanciar do PSDB, de Eduardo Leite. Alegando que seu partido é comparado com o do tucano, citou indiretamente quadros do PSDB, como "políticos condenador por corrupção, com um ex-governador preso" (Eduardo Azeredo, MG); "um senador que era ídolo da juventude do PSDB aqui no Estado e foi denunciado por corrupção" (Aécio Neves, MG); e atacou até a coligação com "um leque de partidos de diferentes matizes ideológicas, inclusive um comandado por um ex-presidiário", caso do PTB, presidido nacionalmente por Roberto Jefferson.
José Ivo Sartori (MDB), principal alvo dos adversários tanto nas perguntas dirigidas a ele quanto no debate entre os outros candidatos, defendeu as medidas da sua gestão. Na resposta da primeira pergunta, comum a todos, sobre como reverter o atual cenário de alto gasto com pessoal em relação à receita corrente líquida, Sartori citou que a previsão, quando assumiu o governo, era de chegar ao fim de 2018 com déficit de R$ 25,5 bilhões, projeção que hoje é de R$ 8 bilhões. "É preciso seguir no mesmo caminho", alegou.
Leite usou essa citação para confrontar o governador, quando perguntou se Sartori acha que o Estado precisa de "mais do mesmo". O governador citou ações da sua gestão, como a Lei de Responsabilidade Fiscal estadual e a Previdência Complementar, sustentando que "tomamos atitudes que ninguém pensava que algum dia algum governo fosse tomar".
Sartori seguiu sua resposta defendendo a adesão do Estado ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF) da União, tema que surgiu em outras falas suas. O tucano rebateu: "as medidas citadas têm a ver com ajuste fiscal, são importantes; mas faltou projeto de desenvolvimento para o Estado, como investimento em infraestrutura. O governo aprovou lei de concessão no início do mandato e não fez nenhuma".
Já Miguel Rossetto (PT) escolheu, em todos os momentos de fala, direcionar suas referências a Sartori. Em uma resposta sobre educação, acusou o atual governo de "comemorar o fechamento de escolas, especialmente no campo". Criticou Sartori por não se manifestar sobre o fechamento de postos de trabalho no porto do Rio Grande e disse que revogará por decreto a parceria público-privada realizada com a Corsan na Região Metropolitana de Porto Alegre.
Também em debate com Sartori, Júlio Flores (PSTU) disse que o governador trata o funcionalismo com deboche. "É desaforo da sua parte, inclusive, nos perguntar isso", disse ao governador, que usou Minas Gerais como exemplo de estado que está pagando os servidores com atraso e questionou se Flores aderiria ao RRF.
Já Robaina, em referência a um dado apresentado do número crescente de servidores inativos, que supera o de ativos no Estado, disse que há uma curva na relação porque não há reposição dos quadros que se aposentam. "Precisamos acabar com as indecentes isenções fiscais, isso faz falta no caixa do Estado", completou.
O candidato do PDT, Jairo Jorge - o menos visado como alvo pelos adversários -, seguiu a linha adotada nos outros debates, usando perguntas e respostas para defender a manutenção de empresas públicas sob controle do Estado, como as estatais do setor energético e o Banrisul. "Papel do governador é fazer dar lucro. Quando uma empresa privada não dá lucro, o culpado não é o consumidor, é o gestor. Não podemos culpar a sociedade e os servidores."
O debate, promovido pelo Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas do Estado (Sescon-RS), e transmitido pela Rádio Guaíba, durou duas horas e 45 minutos.
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