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Política

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Direitos Humanos

14/08/2018 - 15h41min. Alterada em 14/08 às 15h51min

Anistia pede investigação independente sobre caso Marielle

Caso completa cinco meses ainda sem respostas sobre assassinato da vereadora

Caso completa cinco meses ainda sem respostas sobre assassinato da vereadora


YouTube/Reprodução/JC
Agência Brasil
A Anistia Internacional no Rio de Janeiro protocolou hoje (14) um documento em que cobra das autoridades respostas sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista, Anderson Gomes. O caso completa hoje cinco meses ainda sem respostas.
Ofício entregue a representantes municipais e federais da segurança pública pede que as investigações não sejam negligenciadas durante o período eleitoral - assunto que toma as pautas do país.
O documento também defende a realização de uma investigação independente, sem a presença de agentes do Estado, para trazer respostas sobre os responsáveis pela morte da vereadora.
"Estamos reivindicando que se constitua um mecanismo independente e imparcial, formado por especialistas, juristas, advogados, peritos que não tenham vínculo com o Estado que não tenham conflito de interesses e monitorem", disse a diretora da organização, Jurema Werneck.
Ainda segundo ela, a Anistia Internacional tentou marcar uma audiência com secretário de Segurança do Rio, general Richard Nunes, e também com o general interventor, Braga Netto, mas não obteve respostas.
"Esperamos que, para breve, eles nos recebam. Hoje protocolamos novamente o pedido de audiência", disse. Questionado, o general Richard Nunes argumentou que não podia se encontrar com o grupo nesta terça-feira e disse que pretende marcar uma nova data.
A família de Marielle continua cobrando soluções para o crime. Marinete da Silva, mãe da vereadora, disse que estranhou a falta de resposta da Secretaria de Segurança.
"Está na hora de alguém, pelo menos uma vez por mês ou por semana, dar uma resposta para a família, para a sociedade. A gente espera que eles nos recebam pelo menos, já que não fomos recebidos até agora", cobrou.
O pai de Marielle, Antônio Francisco, reforçou que a família não descansará enquanto não houver solução para o crime. Ele também falou sobre a dor de não ter a filha por perto no Dia dos Pais. "O Dia dos Pais, para mim, foi dia de Marielle. O dia todo eu só falei da Marielle, foi o que me segurou para que eu tivesse condições de passar o domingo."
Quanto à proposta do ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, de passar a coordenação das investigações para a Polícia Federal, a família não mostrou apoio. Para Mônica Benício, viúva de Marielle, a atitude é precipitada.
"A Polícia Civil vem fazendo um trabalho com certa dificuldade, mas com competência. O delegado Giniton é bastante sério, sem histórico de corrupção, o que é fundamental nesta conjuntura do país. A gente quer os resultados desta investigação e os resultados corretos", disse.
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