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Porto Alegre, sexta-feira, 10 de agosto de 2018.
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Política

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Eleições 2018

10/08/2018 - 17h11min. Alterada em 10/08 às 17h11min

Após proibição a Lula, PT admite participação de Haddad em debates

Haddad diz que Lula "quer fazer essa disputa face a face"

Haddad diz que Lula "quer fazer essa disputa face a face"


MARCELO G. RIBEIRO/JC
presidente do PT, Gleisi Hoffmann, admitiu nesta sexta-feira que o candidato a vice-presidente Fernando Haddad poderá participar dos debates caso o PTnão consiga uma autorização para o ex-presidente Lula ir aos encontros com os outros candidatos.
Em entrevista concedida na saída da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde ela e o ex-prefeito de São Paulo visitaram o petista, a senadora reafirmou que Haddad será o porta-voz do presidente fora da cadeia, "sua voz com a sociedade".
"Vai fazer os debates, vai fazer as sabatinas" disse Gleisi.
Ao anunciar que também fará movimentos jurídicos em favor da participação do candidato a vice em debates, o PT tenta evitar uma consolidação da perda de espaço do partido nas discussões eleitorais. No debate da Bandeirantes, Lula foi citado apenas uma vez, no início, pelo candidato do PSOL, Guilherme Boulos.
Segundo Gleisi, o partido tomará todas as medidas para que Lula possa participar dos encontros com outros candidatos na televisão. No entanto, se o ex-presidente não for autorizado, segundo Gleisi, o PT tentará a participação de Haddad.
Nesta quinta-feira, a 4ª Seção do Tribunal Regional Federal da 4ª Região confirmou a decisão da juíza de primeira instância que cuida da execução penal de Lula, e proibiu a participação do ex-presidente em debates. "Nós não queremos e não podemos ficar fora dos debates em respeito ao povo brasileiro. Quem assistiu ao debate da Bandeirantes ontem viu isso, faltou a maior parte do Brasil ali representado" afirmou.
Gleisi disse que o ex-presidente não assistiu todo o debate, mas que considerou que houve ausência de propostas.
Candidato a vice-presidente, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad disse que Lula quer participar dos debates apesar de sua "condição".
"Ele quer fazer essa disputa face a face, olhando nos olhos do eleitor e também no de seus adversários. Ele nos pediu para nos reiterar que ele tem o desejo de se expor, ele tem o desejo de participar dos debates, ele tem o desejo de enfrentar qualquer questionamento, de ordem política, de ordem moral" disse Haddad.
A visita a Curitiba tem o objetivo de tentar encerrar uma crise que se instalou no PT depois da indicação de Haddad da chapa de Lula. Alguns representantes de correntes de esquerda que se opunham ao ex-prefeito na disputa interna vinham defendendo que ele limitasse a sua atuação para não ofuscar a candidatura do ex-presidente.
O movimento ganhou corpo na terça-feira quando o jornal Estado de S. Paulo publicou uma entrevista de Gleisi em que ela relatava ter ouvido de Lula que Haddad vive um período de "estágio probatório".
Um dirigente petista da corrente majoritária e que se tornou um dos defensores da indicação de Haddad classificou a fala como "desastrosa".
 "Vamos ter que acertar esse problema e definir um diretriz mais clara. O Haddad é mais do que o porta-voz do Lula, ele é a voz do Lula" afirmava, ainda na quinta-feira.
Na tarde de quinta, o presidente da CUT, Vagner Freitas, deu o primeiro sinal sobre a diretriz que Lula pretende ver implantada ao afirmar que o ex-presidente mandou transmitir um recado de "Haddad é a sua voz e as suas pernas".
Com o registro da candidatura no dia 15, a legenda planeja tentar na Justiça Eleitoral e não na esfera criminal a autorização para Lula ir ao debates ou ser representado por Haddad.
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