Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quinta-feira, 09 de agosto de 2018.
Dia Internacional dos Povos Indígenas.

Jornal do Comércio

Política

COMENTAR | CORRIGIR

eleições 2018

Edição impressa de 09/08/2018. Alterada em 09/08 às 01h00min

Assessores de candidatos criticam teto de gastos

Folhapress

Responsável pela implementação de um teto para o crescimento dos gastos públicos no Brasil, Henrique Meirelles (MDB) tem se isolado na defesa da regra. Em debate entre assessores econômicos de candidatos nesta quarta-feira, em Brasília, o representante do emedebista foi o único a dizer que vai manter a norma.

No encontro, assessores de Alvaro Dias (Pode), Marina Silva (Rede), Ciro Gomes (PDT), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Guilherme Boulos (PSOL) se posicionaram contra a proposta. Apesar de não estar no evento, o economista da campanha de Geraldo Alckmin (PSDB), Persio Arida, já indicou em entrevistas que pode rever a regra.

A exceção entre os candidatos com melhor colocação nas pesquisas é Jair Bolsonaro (PSL). Ao jornal Valor Econômico o economista Paulo Guedes disse que pretende aprofundar a regra.

O teto de gastos foi proposto pelo governo Michel Temer (MDB) e aprovado pelo Congresso no início da gestão de Meirelles à frente do Ministério da Fazenda. A norma limita o crescimento do gasto público à variação da inflação por 10 anos, renováveis por mais 10.

"Somos a favor de manter o teto de gastos. É uma revolução na forma de fazer orçamento no Brasil", disse José Márcio Camargo, auxiliar de Meirelles na área econômica.

No debate promovido pela ABDE (Associação Brasileira de Desenvolvimento), a economista de Alvaro Dias, Ana Paula Oliveira, disse que o candidato do Podemos vai fazer um ajuste fiscal sem seguir o molde da norma em vigor. "Somos contra o atual teto de gastos. Precisamos reduzir despesas, mas deixar um mecanismo de aumento de gastos com o que queremos para o País. Não adianta limitar gasto à inflação se queremos ter um crescimento médio (do PIB) de 5% ao ano", disse.

Representante de Marina Silva, Eduardo Bandeira disse que a candidata já deixou claro que é contra o mecanismo. "Marina foi contrária à PEC do Teto, mas é totalmente favorável a um esforço fiscal para que se consiga compatibilizar receita com despesa dentro do orçamento", afirmou.

O economista Nelson Marconi, que assessora Ciro Gomes, informou que o pedetista vai revogar o teto de gastos se for eleito presidente. "Temos que ter um limite para o gasto, possivelmente um teto para a dívida, preservando investimentos, principalmente em saúde e educação. Todo mundo está vendo que, no ano que vem, o governo não vai funcionar com o esse teto", disse.

As equipes de Lula e Boulos também querem a revogação da regra. "Estamos defendendo um conjunto de revogações das medidas. Revogações que vamos fazer de forma democrática", disse o economista Marcio Pochmann, representante do petista, citando o teto de gastos e a reforma trabalhista. "Vamos propor a revogação. Isso vai gerar uma instabilidade política imensa em 2019. A gente vai ter um presidente que vai assumir o governo refém do Congresso", afirmou Marco Antonio Rocha, da campanha de Guilherme Boulos.

COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia