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Porto Alegre, quinta-feira, 26 de julho de 2018.
Dia dos Avós.

Jornal do Comércio

Política

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Municípios

Edição impressa de 26/07/2018. Alterada em 26/07 às 01h00min

Só 3% de prefeituras são comandadas por negras

Um cruzamento de dados da Confederação Nacional de Municípios (CNM) mostra que o percentual de mulheres negras que se elegem prefeitas é muito menor do que a representação deste mesmo grupo na sociedade brasileira.
Conforme o estudo, realizado pelo Movimento das Mulheres Municipalistas (MMM), em relação ao total de eleitos (homens e mulheres), o percentual de prefeitas negras no poder cai para 3,29%. Nas eleições municipais de 2016 foram eleitas 649 prefeitas (11,6% do total de eleitos), em um universo de 5.568 municípios. Desse total de mulheres eleitas para o principal cargo do poder local, 28,3% (649) se autodeclararam como negras (pretas e pardas), 70,7% como brancas, 0,1% como indígena e 0,7% como amarelas.
No Rio Grande do Sul, os números são ainda mais delicados. Na eleição de 2016, 31 mulheres foram eleitas nos 497 municípios, totalizando 6,2% do total, mas apenas duas mulheres se autodeclararam pretas ou pardas, um percentual de 0,4%. A CNM usou dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Um dos objetivos do MMM com o levantamento é chamar a atenção para o tema da presença da mulher na política, buscando aumentar o nível de participação feminina na disputa por cargos eletivos em 2018, ano em que a eleição de mulheres completa 90 anos no Brasil.
O estudo foi divulgado ontem para marcar o Dia da Mulher Negra Latina e Caribenha e Dia Nacional de Teresa de Banguela e da Mulher Negra, comemorado ontem.
 
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