Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quarta-feira, 18 de julho de 2018.

Jornal do Comércio

Política

COMENTAR | CORRIGIR

Manifestações

Alterada em 18/07 às 14h40min

Justiça condena ativistas por atos de 2013 e 2014 no Rio

Dentre as condenadas está Elisa Pinto Sanzi, conhecida como Sininho, que foi apontada como líder de grupo

Dentre as condenadas está Elisa Pinto Sanzi, conhecida como Sininho, que foi apontada como líder de grupo


FERNANDO FRAZ/ABR/JC
A Justiça do Rio condenou 23 manifestantes que participaram dos protestos de 2013 e 2014 no Rio de Janeiro. O juiz Flávio Itabaiana, da 27ª Vara Criminal, considerou que o grupo promoveu ações violentas no período e os condenou em até 7 anos de prisão em regime fechado. A decisão foi publicada na noite desta terça-feira (17).
Os manifestantes foram condenados pelos crimes de associação criminosa e corrupção de menores. O juiz, porém, não decretou a prisão preventiva do grupo. Eles poderão recorrer da decisão em liberdade. Uma das condenadas foi a manifestante Elisa Pinto Sanzi, conhecida como Sininho. O juiz considerou que Elisa era "a líder", juntamente com Luiz Carlos Rendeiro Júnior, vulgo "Game Over", do grupo de manifestantes.
Segundo o juiz, "a ela cabia, com sua ascendência sobre os demais, arrecadar as doações e organizar as manifestações, deliberando sobre a participação de membros e as ações diretas (atos de violência e vandalismo) contra policiais militares e símbolos do poder e do capitalismo".
"Cumpre destacar que a apreensão de duas folhas de caderno na residência de Elisa, vulgo 'Sininho', deixaram ainda mais inequívoca a finalidade de praticar delitos da associação criminosa majorada, haja vista que nestas duas folhas há menção expressa a ações diretas, e a atacar prédios públicos", apontou o juiz.
Também foram condenados, na sentença, Caio Silva de Souza e Fábio Raposo, que respondem em liberdade pela morte do cinegrafista Santiago Andrade, da TV Bandeirantes, atingido por um rojão na cabeça. "Note-se que Caio Silva de Souza, em suas declarações de fls. 505/507, afirmou que conhecia Fábio Raposo das manifestações, 'onde cooperaram juntos', tendo ainda contado com detalhes como Fábio Raposo lhe deu o sinalizador que vitimou, de forma fatal, o cinegrafista Santiago Andrade", disse o juiz.
Em 2015, o Ministério Público havia pedido a prisão de 18 réus e a absolvição de cinco ativistas. Os manifestantes chegaram a pedir a suspeição do juiz no caso, alegando "parcialidade", mas a 7.ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro julgou improcedente o pedido. As defesas do grupo não foram localizadas pelo reportagem até a conclusão desta edição matéria.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia