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Porto Alegre, quinta-feira, 12 de julho de 2018.
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Jornal do Comércio

Política

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eleições 2018

Notícia da edição impressa de 12/07/2018. Alterada em 11/07 às 21h56min

Quatro pré-candidatos ao Piratini têm trajetória no PT

Jairo Jorge está no PDT; Miguel Rossetto é quadro petista; Mateus Bandeira entrou no Novo; Robaina é do PSOL

Jairo Jorge está no PDT; Miguel Rossetto é quadro petista; Mateus Bandeira entrou no Novo; Robaina é do PSOL


/MARCO QUINTANA/CLAITON DORNELLES/LUIZAPRADO/JC
Marcus Meneghetti
Dos nove pré-candidatos ao governo do Estado, quatro já foram petistas - incluindo o ex-ministro do Trabalho do governo Dilma Rousseff (PT), Miguel Rossetto, que se mantém na sigla pela qual vai concorrer em outubro. O vereador Roberto Robaina (PSOL), o ex-prefeito de Canoas Jairo Jorge (PDT) e o ex-secretário do Planejamento da gestão Yeda Crusius (PSDB) Mateus Bandeira (Novo) passaram pelo PT.
Apesar de os quatro postulantes ao Palácio Piratini afirmarem que se filiaram ao PT por representar a esperança de renovação na política brasileira - principalmente durante as décadas de 1980 e 1990 -, os motivos de cada um para sair foram diversos. Ao deixar a legenda, Robaina e Jairo Jorge se mantiveram nos campos de centro e esquerda. Bandeira, por outro lado, está filiado ao Novo, legenda que defende o ideário liberal historicamente criticado pelos petistas.
Robaina foi filiado ao PT de 1983 a 2003. O vereador se decepcionou com a política de alianças do PT quando este chegou ao governo federal. Na sua avaliação, logo no início da gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), os petistas "optaram por uma política colaborativa com grandes empresas capitalistas, empreiteiras, bancos, além de aceitar governar com partidos tradicionais que sempre foram inimigos do povo".
"A gente viu que isso não foi bom para o País. Por isso um grupo do PT resolveu desobedecer à orientação da cúpula do partido. Esse grupo, que me incluía, se desfiliou e fundou o PSOL. Saí antes dos escândalos do mensalão, da Lava Jato etc. Saí porque o PT assumiu uma política econômica ligada ao Fundo Monetário Internacional (FMI)", relatou Robaina.
Filiado ao PT desde 1984, Jairo Jorge saiu da sigla em 2016, porque, na sua opinião, não havia mais espaço para suas ideias de gestão pragmática. Durante seu mandato na prefeitura de Canoas, teve atritos com o diretório estadual dos petistas por se aliar a partidos de direita, como o PP.
"Minhas ideias não tinham mais espaço no partido. Sempre tive uma visão heterodoxa e plural da esquerda. Por isso liderei uma coalizão com muitos partidos em Canoas, promovi parcerias público-privadas e reduzi impostos", contou o ex-prefeito de Canoas - que também acrescentou que não pretende fazer uma campanha atacando o ex-partido.
Como servidor público da Secretaria Estadual da Fazenda, Bandeira ocupou cargos estratégicos em vários governos, como os de Alceu Collares (PDT, 1991-1994), Antonio Britto (na época PMDB, 1995-1998) e Yeda Crusius (PSDB, 2007-2010). Durante o governo de Olívio Dutra (PT, 1999-2002), ele pediu transferência para a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), por conta do "aparelhamento que estava sendo promovido na Fazenda, que sempre foi um órgão técnico".
Bandeira não considera a mudança de espectro político uma contradição, pois, segundo ele próprio, mesmo quando era filiado ao PT, acreditava em um modelo econômico com participação do Estado apenas nos serviços básicos (saúde, segurança e educação). O pré-candidato do Novo foi filiado ao PT durante os anos 1990, quando tinha 24 anos de idade. Apesar disso, garantiu que "nunca foi um militante do PT".
"O que me levou à filiação no PT, quando era muito jovem, foi o discurso da ética e da moralidade na administração pública. Também a participação ativa das pessoas na política, o que eu já acreditava naquela época. Entretanto nunca tive afinidade com o modelo econômico do PT, até porque não se discutia muito isso no partido, porque, naquela época, eles ainda não tinham sido eleitos", justificou Bandeira. 
Um dos fundadores do PT gaúcho, Rossetto permanece no partido. Apesar dos escândalos de corrupção envolvendo a legenda, o ex-ministro continua acreditando "no projeto de justiça social, democrático" da sigla. "Há um aprendizado a ser feito (com os erros). Mas continuo acreditando que o PT é um vetor de transformação do País e do Rio Grande do Sul. Tenho lealdade ao projeto coletivo construído por milhares de lideranças populares, que ajudaram a construir o PT. É o que me faz continuar no partido", disse Rossetto.
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Comentários
Muriel 12/07/2018 12h24min
Necessitamos sangue novo...vamos excluir todos políticos que estão ativos, seja de qualquer partido, sigla e porcarias aí presentes. Políticos com Vícios em busca de poder. Queremos representantes que ainda não tivemos. Renovar já!!!!
Fernando Becker 12/07/2018 10h12min
Acho que o Rio Grande do Sul e o Brasil não conseguem sobreviver com outro Sartori e outro Temer.
Roger Dutra 12/07/2018 10h10min
Sinceramente espero que o povo abra os olhos nas eleições de 2018 e comece a votar naqueles que tem política para o povo e para o trabalho.