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Porto Alegre, sexta-feira, 06 de julho de 2018.

Jornal do Comércio

Política

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eleições 2018

Notícia da edição impressa de 06/07/2018. Alterada em 05/07 às 22h08min

Prefeitos sabatinam pré-candidatos ao Piratini

Participaram Robaina (PSOL), Bandeira (Novo), Rossetto (PT), Abgail (PCdoB), Jairo (PDT), Leite (PSDB) e Heinze (PP)

Participaram Robaina (PSOL), Bandeira (Novo), Rossetto (PT), Abgail (PCdoB), Jairo (PDT), Leite (PSDB) e Heinze (PP)


/MARCO QUINTANA/JC
Bruna Suptitz
A três meses das eleições gerais, sete pré-candidatos ao governo do Estado participaram, nesta quinta-feira, de um painel público promovido pela Federação das Associações dos Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs). O encontro aconteceu no Teatro Dante Barone da Assembleia Legislativa, durante o 38º Congresso de Municípios do Rio Grande do Sul. Este é o segundo encontro entre os postulantes ao Piratini promovido pela entidade - o primeiro foi em fevereiro deste ano, durante a assembleia de verão das prefeituras gaúchas.
Abgail Pereira (PCdoB), Eduardo Leite (PSDB), Jairo Jorge (PDT), Luis Carlos Heinze (PP), Mateus Bandeira (Novo) e Miguel Rossetto (PT) responderam a perguntas formuladas pelos prefeitos sobre meio ambiente, saúde, educação, segurança, transportes e a situação financeira do Estado. O governador José Ivo Sartori (MDB) não participou, pois, conforme informou sua assessoria, ainda não pode ser considerado pré-candidato. Ele esteve presente, na sequência, na cerimônia de posse da nova diretoria da Famurs.
Com o auditório praticamente lotado, poucos foram os momentos de manifestação de plateia. O mais caloroso foi, durante a última participação de Rossetto, quando o petista falou, pela segunda vez, do seu apoio à candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à presidência da República. "Quero governar o projeto de recuperação do Rio Grande do Sul, dos serviços públicos. Esse projeto exige mudança do Brasil, por isso apoio Lula para presidência", declarou Rossetto.
Antes disso, o pré-candidato do PT avaliou o momento atual como "um dos mais difíceis e tristes do nosso País, com desemprego e recessão econômica", segundo ele, "resultado de um governo (federal) ilegítimo e de um governo estadual ausente". Rossetto se comprometeu, em duas oportunidades, que, se eleito, irá "construir grande aliança para revogar a Emenda nº 95", editada em 2016 pelo presidente Michel Temer (MDB) e que congela os investimentos em áreas como saúde e educação por 20 anos.
Abgail também sustentou que, se eleita, irá "liderar o combate à Emenda nº 95". A afirmação foi em resposta à pergunta sobre como aumentar investimentos na área da saúde. "Precisamos estimular o debate para que se revogue essa emenda", completou. Abgail destacou, logo em sua primeira fala, o fato de ser a única mulher entre os pré-candidatos ao governo do Estado. "Hoje, as mulheres vêm ocupando o poder e dando exemplo de luta, mas não existe ainda a igualdade na política", declarou.
Os três pré-candidatos ao governo que já foram prefeitos - Jairo, em Canoas; Leite, em Pelotas; e Heinze, em São Borja - destacaram esta condição em todas as falas, uma maneira de se aproximar do público. "O governador nada mais é que o prefeito dos prefeitos", disse Jairo Jorge. Ele apresentou dados de ações suas em Canoas - como, por exemplo, a redução de período para abertura de empresas, de quatro meses para 48 horas - e destacou que, neste período de pré-campanha, visitou todos os municípios gaúchos.
"Sei o que é administrar com falta de recursos. Nos frustramos por não conseguir dizer sim a todas as demandas. Por isso é importante saber priorizar", disse Eduardo Leite em sua primeira manifestação. Também apresentando exemplos da sua gestão como prefeito, o tucano defendeu a realização de consórcios intermunicipais, tendo o Estado como "articulador". Leite finalizou afirmando: "o que me coloca na disputa é a angústia de ver nosso Estado perdendo colocação no ranking nacional".
Heinze fez a defesa de dois pontos para a recuperação financeira do Rio Grande do Sul: a renegociação da dívida do Estado com a União e a cobrança dos recursos perdidos com a Lei Kandir. Atualmente deputado federal, Heinze afirmou que, se eleito, irá se unir aos demais estados devedores, "que têm para receber (da União), na Lei Kandir, mais de 80% do que devem. Aqui, começará a nossa renegociação. Se eleito governador, vou liderar isso".
Pré-candidato pelo Novo, Mateus Bandeira também defendeu a renegociação da dívida do Estado com a União, e criticou a Assembleia Legislativa, por não autorizar a realização de plebiscito sobre a privatização ou federalização de empresas estatais do setor de energia. "O único caminho é ingressar no regime de recuperação fiscal. E que, para isso, exige privatização", declarou.
O vereador porto-alegrense Roberto Robaina, pré-candidato pelo PSOL, esteve presente na abertura do painel, mas saiu mais cedo para participar de uma reunião de negociação com os servidores da Companhia de Processamento de Dados de Porto Alegre (Procempa). Antes de sair, afirmou que, "nesta eleição do Estado, o debate que vai ser fundamental é a estrutura das finanças públicas. Várias questões serão debatidas e dependem de recurso". Para Robaina, "ou o Estado enfrenta essas questões estruturais, ou nenhum debate será válido".
 

Antonio Cettolin é empossado presidente da Famurs

Cettolin (d) recebeu de Salmo Dias o comando da federação

Cettolin (d) recebeu de Salmo Dias o comando da federação


/ANDRÉ FELTES/DIVULGAÇÃO/JC

O prefeito de Garibaldi, Antonio Cettolin (MDB), foi empossado, nesta quinta-feira, como presidente da Federação das Associações dos Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs). O ato contou com a presença de diversas autoridades, como o governador José Ivo Sartori (MDB), o prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Júnior (PSDB), e os senadores Lasier Martins (PSD) e Ana Amélia Lemos (PP). Cettolin, que comandará a entidade na gestão 2018/2019, recebeu o cargo do prefeito de Rio dos Índios, Salmo Dias de Oliveira (PP).

A primeira ação da nova gestão será uma reunião, na próxima segunda-feira, na Assembleia Legislativa, para tratar das compensações da Lei Kandir. Ainda no ato de posse, o governador Sartori assinou o decreto que altera a regularização de pendências de natureza pecuniária, através do encontro de contas entre municípios e Estado. Com o decreto, as prefeituras que estão inscritas no Cadastro Informativo das Pendências perante Órgãos e Entidades da Administração Estadual (Cadin-RS) poderão regularizar a situação, abatendo valores devidos pelo governo na área da saúde.

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