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Porto Alegre, sexta-feira, 29 de junho de 2018.
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Política

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Prefeitura de Porto Alegre

Notícia da edição impressa de 28/06/2018. Alterada em 28/06 às 10h13min

Prefeitura de Porto Alegre projeta atraso na folha a partir de julho

'Vai começar com atrasos pequenos', diz secretário Leonardo Busatto

'Vai começar com atrasos pequenos', diz secretário Leonardo Busatto


CLAITON DORNELLES /JC
Diego Nuñez
A exemplo do ano passado, a prefeitura de Porto Alegre não pagará em dia o salário dos servidores públicos municipais no segundo semestre. A previsão do titular da Secretaria Municipal da Fazenda (SMF), Leonardo Busatto, é que os atrasos nos salários dos municipários comecem a partir do mês de julho.
"Essa é a perspectiva hoje", confirmou Busatto, que destacou algumas "questões que continuam sendo pagas no município, como a questão previdenciária e os aumentos dos servidores, estão onerando ainda as despesas", além de colocar que a "crise dos caminhoneiros", como definiu, gerou um "impacto razoável nas finanças".
O governo Nelson Marchezan Júnior (PSDB) vem afirmando necessidade da aprovação de todos os projetos enviados à Câmara Municipal para que se retome o equilíbrio financeiro na cidade. Busatto esteve ontem na sessão plenária da Câmara Municipal, dialogando com vereadores.
A remuneração vem sendo quitada em dia, até agora, "principalmente em função do IPTU (Imposto sobre propriedade Predial e Territorial Urbana), que é nosso, e do IPVA (Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores), que é 50% para nós", justificou Busatto.
O secretário afirmou que a situação vai "começar com atrasos pequenos, a gente ainda consegue pagar nos primeiros dias do mês, mas isso vai se agravando ao longo do tempo até o final do ano". Ele ainda lembrou que "a gente já tem avisado, desde o início do ano", sobre um possível atraso no pagamento dos salários, e disse que "até conseguiu prorrogar um pouco essa falta de dinheiro".
Oposição ao governo Marchezan, a vereadora Fernanda Melchionna (PSOL) afirmou que a estimativa do governo "mostra um elemento de chantagem". Para ela, tenta fazer "um terrorismo político: parcela os salários para justificar o caos nas finanças".
Melchionna descarta a argumentação governista da falta de recursos. Ela afirma que há "pesquisas do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) que mostram que a prefeitura fechou em superávit no ano passado. Então assim, na verdade, o governo tem superestimado e tentado ampliar o impacto econômico da crise".
A vereadora considera "contraditório" o anúncio do atraso nos pagamentos, feito pelo vice-prefeito Gustavo Paim (PP), em entrevista à Rádio Gaúcha, pois ocorre "no mesmo mês em que pagou milhões em publicidade para os veículos de comunicação, alugou prédios de luxo no Centro Histórico no valor de R$ 2 milhões anual. Tudo sai dos recursos públicos municipais".
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Comentários
Andrea 29/06/2018 13h56min
Antes fossem "os rigores da lei para os inimigos". Nessa gestão, por estes "politicuzinhos", nem mesmo a lei está sendo cumprida. Além disso, subestimam a capacidade de entendimento e o conhecimento do cidadão com relação à verdade dos fatos.
Carolina 29/06/2018 10h54min
O nobre Secretário só não comenta que ele faz parte de um grupo seleto da atual gestão, que modificou a legislação para poder fazer jus a um salário que ultrapassa o teto municipal (R$ 30.000). Isso não é onerar os cofres públicos, não é? nAOS AMIGOS DO REI AS BENESSES DA LEI, AOS INIMIGOS OS RIGORES DA LEI.
Augusto 28/06/2018 09h59min
Concordo com o secretário Busatto. O salário do trabalhador realmente impacta as receitas e só aumenta as despesas. Seria ideal para as contas públicas que os servidores trabalhassem gratuitamente. Pagar pelo trabalho é um grande inconveniente, não é secretário?