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Porto Alegre, sexta-feira, 02 de agosto de 2019.

Jornal do Comércio

Cenáculo/Reflexão

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editorial

Edição impressa de 02/08/2019. Alterada em 02/08 às 03h00min

É preciso muito mais do que simplesmente baixar a taxa de juro

Depois de 16 meses, o Banco Central voltou a mexer na taxa referencial de juro. O corte de 0,5 ponto percentual levou a Selic ao piso da série histórica, iniciada em 1996, em uma tentativa da autoridade monetária de melhorar o crédito, aquecer o consumo, incentivar o emprego e estimular o investimento, algo que, sob a batuta do novo governo, já deveria estar acontecendo. Pelo menos era o que se esperava de um governante que se elegeu com a proposta de levar o País a um novo patamar de desenvolvimento.
Depois de 16 meses, o Banco Central voltou a mexer na taxa referencial de juro. O corte de 0,5 ponto percentual levou a Selic ao piso da série histórica, iniciada em 1996, em uma tentativa da autoridade monetária de melhorar o crédito, aquecer o consumo, incentivar o emprego e estimular o investimento, algo que, sob a batuta do novo governo, já deveria estar acontecendo. Pelo menos era o que se esperava de um governante que se elegeu com a proposta de levar o País a um novo patamar de desenvolvimento.
Passados sete meses de Jair Bolsonaro no comando da nação, a melhor das conquistas, até agora, foi a aprovação da reforma da Previdência em primeiro turno na Câmara dos Deputados, um movimento que pode trazer bons frutos, mas não imediatamente. O projeto de reforma previdenciária, embora dependa ainda de uma segunda votação na Câmara e de duas no Senado, não corre risco de ficar pelo caminho, será aprovado nas duas casas até meados do segundo semestre.
A nova Previdência melhora, sem dúvida, o clima econômico, coloca pitadas de otimismo no mercado, mas, sozinha, não resolve todos os problemas. Há muito ainda o que perseguir para retomar a confiança na economia. A próxima grande batalha será a reforma tributária, que, por sinal, já está em análise no Parlamento. Urgente e necessária, a reforma tributária é um capítulo altamente complexo e explosivo: mexe em interesses difusos de estados e municípios, grande parte deles falidos e necessitando melhorar a arrecadação.
É aí que entra a figura do magistrado, do algodão entre cristais, alguém que possa levar adiante uma reforma que contemple o interesse de todas as unidades da Federação. O chefe do Executivo não tem demonstrado, até então, capacidade negocial quando chamado a arbitrar grandes temas. Foi assim com a reforma da Previdência, que só foi adiante graças ao esforço de um grupo de parlamentares preocupados com os rumos das contas públicas.
O presidente Bolsonaro perde energia com questões laterais, que pouco ou nada impactam na vida do cidadão, deixando de assumir protagonismo em temas relevantes, que lhe poderiam render dividendos. Um gesto mínimo de conciliação emitido pelo Planalto ajudaria em muito a melhorar o clima político e econômico, e, consequentemente, a acelerar a retomada do crescimento. Mais do que reformas, o País precisa, portanto, de um choque de diálogo para sair da crise.
 
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