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Opinião

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ARTIGO

- Publicada em 15h45min, 06/05/2022.

Fiergs e o astral da propaganda no Chile

João Firme
Na década de 1990, fui chamado pelo meu amigo competente José Daltro Franchini, fundador da Símbolo Propaganda, para implantar os convênios de veiculações de anúncios brasileiros nos principais jornais latinos. Uma conquista da ALAP (Associação Latino-Americana de Agências de Publicidade), com sede em Porto Alegre.
Na década de 1990, fui chamado pelo meu amigo competente José Daltro Franchini, fundador da Símbolo Propaganda, para implantar os convênios de veiculações de anúncios brasileiros nos principais jornais latinos. Uma conquista da ALAP (Associação Latino-Americana de Agências de Publicidade), com sede em Porto Alegre.
Disse-me o Franchini que tinha a conta das Federações das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs) e estava programada uma comitiva de empresários, exportadores, importadores e investidores no país andino, que era aberto ao Pacífico. A nação do libertador O'Higgins liderava na América Latina a balança comercial com exportação de cobre, peixe e vinhos e negociava com o Brasil a compra da Borregard de Guaíba e da TAM (Transportes Aéreos Marília), mais tarde latam.
Quanto ao anúncio, enviado uma semana antes para a Cacex, colocava 35% de imposto sobre as tabelas de peças publicitárias e em exposições, locações de áreas e construções de stands modulados. Telefonei na hora para o diretor comercial do El Mercurio e este confirmou o preço de US$ 10 mil para uma página no centenário jornal, o mais antigo da América do Sul.
Recebi do Daltro US$ 15 mil, a passagem POA-Santiago, e, no dia seguinte, às 11 horas, dois vouchers de estadia no La Moneda, hotel cinco estrelas onde seria realizado o encontro empresarial. Após um contato com a alfândega em Porto Alegre, com a arte final do anúncio em mãos, o nosso delegado da Receita Federal do Rio Grande do Sul se comunicou com o El Mercurio e ele, surpreendentemente, me informou que uma equipe do jornal estaria me esperando no aeroporto. Efetuado o negócio, assinei um recibo em nome da Símbolo com a concessão da comissão, desconto de 20% direito estabelecido pela Constituição Brasileira (Lei 4680-65, regulamentada pelo decreto 57690 de 1966).
O Alexandre Arze, CEO do El Mercurio, disse-me que daria ampla cobertura também pelo rádio e pela televisão e no dia seguinte, ao meio-dia, eu teria que dar uma entrevista na principal emissora de TV da Universidade Católica do Chile. Como o Arze sabia que eu tinha US$ 15 mil, propôs que todos os jornais, rádios e TVs de Santiago se unissem à promoção. Liguei para o Daltro, pedindo a autorização e mais US$ 1 mil como recibo de comissão. Mais de 50 empresários gaúchos, entre eles o da VIPAL de Nova Prata, liderada por Vitacir Paludo, meu colega de Faculdade de Direito de Passo Fundo, com quem eu estudava e tinha a conta publicitária. Infelizmente, ele nos deixou cedo com o acidente da TAM em São Paulo, em 2007.
Outra grande empresa a se instalar no Chile com muito sucesso foi a Metalúrgica Venax, de Venâncio Aires, liderada pelo então presidente Fábio Campos, recém-formado em Economia e Administração de Empresas.
Sobre a Cacex, enviamos uma carta pela ALAP ao Ministério da Economia, com cópia para o diplomata Sérgio Amaral, então ministro da Comunicação do presidente Fernando Henrique Cardoso. E, em 60 dias, foi promulgada uma lei do Senado revogando a nefasta portaria da Cacex, que vinha prejudicando a propaganda de produtos brasileiros, feiras, congressos e o turismo.
Lembro de ter recebido uma menção honrosa da Associação Brasileira de Agências de Propaganda (ABAP), firmada pelo então presidente Flávio Corrêa, irmão do meu amigo Fernando Ernesto Corrêa, e os parabéns do embaixador Sérgio Amaral.
Jornalista, publicitário, relações públicas e advogado
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