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Opinião

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Artigo

- Publicada em 03h00min, 06/05/2022.

Formar para inovar

Márcio Biolchi
O South Summit aterrissou em Porto Alegre. E com ele, a consolidação de um debate crescente: o papel crucial da inovação na evolução de nossa matriz econômica e no desenvolvimento social. É ela que promove novos modelos de negócios, que moderniza serviços, que gera empregos em escala exponencial mundo afora e que torna mais fácil a vida das pessoas.
O South Summit aterrissou em Porto Alegre. E com ele, a consolidação de um debate crescente: o papel crucial da inovação na evolução de nossa matriz econômica e no desenvolvimento social. É ela que promove novos modelos de negócios, que moderniza serviços, que gera empregos em escala exponencial mundo afora e que torna mais fácil a vida das pessoas.
No entanto, há uma discussão que ainda precisa decolar para que a inovação não fique apenas no discurso de conferencistas ou restrito a nichos muito específicos, como o das startups. Trata-se da formação. Há muito o que avançar em termos de preparação dos jovens para o mercado de trabalho tecnológico em nosso país, em todos os níveis de ensino, e esse desafio precisa ser encarado com responsabilidade e urgência por governantes e legisladores. A realidade imposta pela pandemia exigiu que as empresas, nas mais diversas áreas, acelerassem seus processos de digitalização. Ao mesmo tempo, o País registrou investimentos recordes em startups, aumentando ainda mais a demanda por profissionais de tecnologia. Porém, o ritmo de formação de profissionais para suprir a necessidade é bem menos acelerado. Outro fator preocupante é o assédio das empresas estrangeiras, o que promove uma "fuga de cérebros" para o exterior.
A estimativa da Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e de Tecnologias Digitais é que até 2025, o mercado de tecnologia irá demandar quase 800 mil profissionais, cerca de 160 mil vagas por ano, em média. Enquanto isso, em torno de 53 mil pessoas de áreas com perfil tecnológico se formam anualmente. Um déficit de mais de 100 mil por ano. Algumas marcas lançaram projetos próprios de formação e outras firmaram parcerias com centros de ensino superior. Mas essa é uma obrigação que se impõe, especialmente, ao setor público, pois um apagão de mão de obra trará consequências econômicas negativas. Por isso, é fundamental - e tenho incentivado essa necessidade - incluir no currículo escolar questões ligadas a startups, tecnologia e empreendedorismo e estimular de forma efetiva os alunos a essa prática.
Assumir a responsabilidade de qualificar e intensificar a formação é um dos passos fundamentais para tornar o Brasil protagonista nessa área. Do contrário, seguiremos falando em inovação sem fazer o dever de casa de preparar o terreno para um futuro que já está aí. 
Deputado federal (MDB)
 
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