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Porto Alegre, sexta-feira, 29 de abril de 2022.
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Opinião

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ARTIGO

- Publicada em 14h47min, 29/04/2022.

A guerra e as estratégias empresariais

Telmo Schoeler
Com décadas de vida executiva, liderança de Conselhos de Administração e consultoria focada em perenidade e criação de valor, obviamente tenho longo envolvimento histórico com estratégia aplicada na gestão, transformação, criação e expansão de empresas, com clara visão de que teoria e conhecimento de nada servem se não forem efetivamente usados na prática. E quando vejo, de repente, todo mundo apavorado com uma guerra, especialmente pelas suas problemáticas consequências comerciais e de suprimento de matérias primas e insumos, fico me perguntando onde está a visão e preocupação estratégica dos líderes de governança da ampla maioria das empresas mundo afora.
Com décadas de vida executiva, liderança de Conselhos de Administração e consultoria focada em perenidade e criação de valor, obviamente tenho longo envolvimento histórico com estratégia aplicada na gestão, transformação, criação e expansão de empresas, com clara visão de que teoria e conhecimento de nada servem se não forem efetivamente usados na prática. E quando vejo, de repente, todo mundo apavorado com uma guerra, especialmente pelas suas problemáticas consequências comerciais e de suprimento de matérias primas e insumos, fico me perguntando onde está a visão e preocupação estratégica dos líderes de governança da ampla maioria das empresas mundo afora.
Há cerca de dois anos, uma infinidade de empresas teve que abandonar a confortável concentração de compras da China, sustentadas pela lógica do baixo preço, tudo por causa de deliberações de seu governo e consequências logísticas derivadas da Covid. Vários – a indústria automobilística, por exemplo – caíram na real, enxergando que sua concentração de suprimento chinês por conveniência de custos e preços criou uma dependência prejudicial e arriscada. Tiveram que fazer grandes movimentos, gastando e perdendo um dinheiro nada desprezível para buscar supridores alternativos, ou seja, a aparente e simplória vantagem “foi pro saco”.
Agora, ficam muitos numa “sinuca de bico” e, eventualmente, com negócios inviáveis, pela dependência de fertilizantes e grãos dos países envolvidos numa guerra que só é surpresa para quem tem a insanidade de acreditar em governos de esquerda e comunistas.
Por que não pensaram antes? A regra e lógica milenar estratégica é: “não dependa de um, qualquer que seja o um”. Se você produz salsicha, não venda apenas para um supermercado, ainda que este lhe pague 20% mais do que os outros. Se a China – que tem péssima governança por óbvias razões ideológicas – oferece produtos a baixíssimo preço, não compre tudo e apenas de lá, pois você corre o risco de ficar segurando o pincel sem escada.
Se você é do agronegócio e depende de água, não fique contando apenas com o seu fornecimento natural pela chuva provável e incógnita, mas proteja-se preventivamente com alternativas de irrigação. Não basta ter um, é preciso ter outro: “plano B”!
A essência para definição estratégica é projeção, racionalidade, lógica, visão multidisciplinar, desapego analítico qualificado e em equipe. Você não pode ficar sem controle e alternativas nas dimensões de operação, mercado, recursos (humanos, financeiros e tecnológicos) e gestão. Sobrevivência e sucesso não se fazem no mês nem no trimestre, mas sim na constância e continuidade de decisões e ações corretas, decorrentes de realista percepção dos fatos e adequada decisão sequencial. Como sempre digo, simples assim!
Fundador e presidente da Orchestra–Soluções de Gestão
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