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Porto Alegre, quarta-feira, 24 de novembro de 2021.
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Opinião

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Artigo

- Publicada em 03h00min, 24/11/2021.

Educação é progresso

Lasier Martins
Conhecido lema do amigo e ex-senador Cristovam Buarque, na sua longa e apaixonada defesa pelo ensino universal de qualidade, o título deste artigo é uma verdade que nunca pode ser esquecida. Não há mais dúvidas de que as recorrentes crises do Brasil são faces de drama ainda maior, gerado pelo desprezo para com o papel transformador da escola no futuro dos cidadãos e na prosperidade nacional.
Conhecido lema do amigo e ex-senador Cristovam Buarque, na sua longa e apaixonada defesa pelo ensino universal de qualidade, o título deste artigo é uma verdade que nunca pode ser esquecida. Não há mais dúvidas de que as recorrentes crises do Brasil são faces de drama ainda maior, gerado pelo desprezo para com o papel transformador da escola no futuro dos cidadãos e na prosperidade nacional.
Sem educação, as condições gerais estagnam. Em meio às terríveis agruras econômicas que atravessamos, não podemos tirar o foco das oportunidades perdidas em razão do baixo investimento naquilo de mais valioso do País: a sua gente. Está provado, vide o exemplo dos asiáticos, particularmente o da Coreia do Sul: a educação é o remédio mais eficaz contra o subdesenvolvimento. Sem encarar esta clara realidade, seguiremos patinando e vendo os outros emergindo mais rápido que nós.
Pesquisa da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgada recentemente mostra que o nível socioeconômico dos cidadãos brasileiros deve ficar praticamente congelado pelos próximos 40 anos, caso nada de novo ocorra nesse meio tempo. Hoje, o padrão de vida no Brasil é igual a 23% do observado nos Estados Unidos, segundo cálculos da entidade. A projeção é subir apenas para 27% em 2060. O avanço é pífio se comparado ao restante do G20, grupo das 20 maiores economias. O padrão de vida dos chineses deve passar do patamar atual de 26% dos americanos para 51% em 2060. Para mexicanos e sul-africanos, a melhora será de, respectivamente, 29% para 37% e de 18% para 28%. Sem a efetivação de reformas estruturais, entre as quais a da educação, vamos novamente frustrar gerações à espera de melhores chances de vida.
A educação é a base de qualquer sociedade. Por essa razão, o ensino é, junto com a saúde, prioridade do meu mandato. Destinei até agora para o setor R$ 27 milhões em emendas parlamentares, recursos que estão melhorando a qualidade e a infraestrutura da educação nas escolas gaúchas.
Quando o senador Cristovam, também ex-governador e ex-reitor da Universidade de Brasília, alertava para a necessidade de o Brasil tratar o gasto com a educação e o planejamento de longo prazo como política social de papel estratégico para a economia, ensinava o óbvio. Pois o desenvolvimento nos é negado quando adiamos o futuro próspero e desperdiçamos cérebros. Eis a valiosa contribuição do professor Cristovam que todos precisamos aprender.
Senador (Podemos)
 
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