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Porto Alegre, quinta-feira, 18 de novembro de 2021.
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Opinião

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- Publicada em 15h55min, 18/11/2021.

A nova economia dos EUA e o Brasil

Aline Zanchi
Ainda que reconhecível, é fundamental compreendermos que estamos em outro mundo após vivermos esse período de pandemia. Essa experiência, que foi traumática de diversas formas, também serviu para acelerar tendências de mercado e consumo que já acenavam. A cidade de Nova York, por exemplo, que sofreu duramente as consequências da Covid-19, também foi um berço precursor de novos formatos de consumo e comportamento. E, é lógico, isso vai chegar ao mundo todo. Inclusive em Porto Alegre.
Ainda que reconhecível, é fundamental compreendermos que estamos em outro mundo após vivermos esse período de pandemia. Essa experiência, que foi traumática de diversas formas, também serviu para acelerar tendências de mercado e consumo que já acenavam. A cidade de Nova York, por exemplo, que sofreu duramente as consequências da Covid-19, também foi um berço precursor de novos formatos de consumo e comportamento. E, é lógico, isso vai chegar ao mundo todo. Inclusive em Porto Alegre.
Com o mundo cada vez mais conectado, disruptivo e tecnológico, a contínua promessa da consolidação de uma nova economia realmente aconteceu. Neste cenário contemporâneo, o aspecto criativo é um dos que se mostra mais relevante e necessário. Prova disso, é a gamificação dos processos econômicos – a ideia que as estratégias de usabilidade comumente encontradas nos videogames estão inseridas no cotidiano –, que tem na parceria da grife Balenciaga com o jogo Fortnite um bom exemplo.
A primeira referência desta relação foi a vitrine 3D que expôs uma experiência de realidade virtual na Times Square, em Nova York, durante a última semana de setembro. Na peça, o mascote do game, Doggo, veste calças, moletom com capuz e óculos de sol da grife e parece saltar para a rua. Mais do que consolidar a tendência de interação em realidade virtual dos consumidores com os produtos, o anúncio expõe a importância que as empresas têm dado aos games. Afinal, essa iniciativa serviu de lançamento para as roupas digitais que os jogadores poderão vestir seus avatares no game ou, se quiserem, adquirir na vida real peças da parceria – por valores que vão de US$ 725 por um moletom com capuz branco da marca Fortnite e US$ 2.050 por uma “camisa de jogador”. A ideia da gamificação está presente também no lançamento de “Louis The Game”, videogame desenvolvido pela grife Louis Vuitton e disponível nos sistemas iOS e Android. A experiência da mascote Vivienne é vencer obstáculos para chegar a uma festa.
Por isso, é fundamental estarmos atentos ao desenvolvimento e aplicação de recursos tecnológicos, como Li-Fi, que usa luz para transmitir dados em vez das ondas de rádio do Wi-Fi. Essa tecnologia é teoricamente capaz de transmitir dados em velocidades muito mais altas e também é menos sujeita a interferências. Este é um recurso que facilitaria toda a experiência do consumidor – e também do empresário – e pode consolidar uma real mudança na forma de lidar com o mercado.
Empresária e pesquisadora de tendência
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