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Porto Alegre, quinta-feira, 18 de novembro de 2021.
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Opinião

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Artigo

- Publicada em 19h52min, 17/11/2021.

Tecnologias conduzem mineração à nova era

Paulo Alvarenga
O setor de mineração no Brasil passa por uma grande disrupção tecnológica, transformação que impactará de forma extremamente positiva três vertentes que, imprescindivelmente, precisam estar conectadas: produtividade, segurança operacional e sustentabilidade. Somos o principal exportador global de minério de ferro e o segundo maior produtor do mundo, com aproximadamente 9% de toda a reserva mundial da matéria-prima, representando 5% do PIB nacional.
O setor de mineração no Brasil passa por uma grande disrupção tecnológica, transformação que impactará de forma extremamente positiva três vertentes que, imprescindivelmente, precisam estar conectadas: produtividade, segurança operacional e sustentabilidade. Somos o principal exportador global de minério de ferro e o segundo maior produtor do mundo, com aproximadamente 9% de toda a reserva mundial da matéria-prima, representando 5% do PIB nacional.
Até 2024, o setor espera receber investimentos de US$ 38 bilhões, aumento de 40% do que estava previsto de 2019 a 2023. Isso porque a mineração no Brasil está redefinindo sua imagem como uma fonte sustentável e responsável de minerais do mundo e tem a tecnologia como a principal aliada para esta missão.
É um caminho que já vem sendo percorrido pelas empresas de mineração, como mostra a pesquisa anual da KPMG sobre riscos e oportunidades do setor, em que 59% dos executivos entrevistados, de companhias de sete países da América do Sul, afirmam que a transformação tecnológica e a inovação são a principal estratégia para garantir o crescimento dos negócios nos próximos três anos. Dentro deste mesmo período, 52% esperam uma maior disrupção tecnológica como reflexo dos processos que estão sendo implementados e 90% acreditam que a tecnologia representa mais uma oportunidade do que ameaça.
Outra referência que aponta para essa percepção é o estudo feito pela consultoria Ernst & Young com o Instituto Brasileiro de Mineração.
Segundo o documento, programas conjuntos de inovação aberta, aceleração do uso de soluções digitais e convergência entre plataformas tecnológicas, administrativas e industriais estão entre as iniciativas de mineradoras para atender as metas de descarbonização da indústria e o Padrão Global para Gestão de Rejeitos.
É possível implementar inovações tecnológicas em prol da segurança e sustentabilidade sem perder a competitividade. Pelo contrário, a adoção de novas práticas e novas tecnologias deve permitir a redução de custos ao evitar perdas e paradas oriundas de problemas de segurança operacional ou resolução de problemas ambientais.
A mineração brasileira tem grande potencial a ser explorado, e já vem despontando como um polo de desenvolvimento para a Mineração 4.0. Para isso, cabe às empresas se unirem para promover ações de interesse coletivo do mercado, em busca de soluções para os desafios comuns.
CEO da thyssenkrupp na América do Sul e vice-presidente da Câmara Brasil-Alemanha/SP
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