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Porto Alegre, quarta-feira, 17 de novembro de 2021.
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Opinião

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Artigo

- Publicada em 20h01min, 16/11/2021.

Pensem na República dos Camarões

Vanessa Africani
A primeira referência que vem à mente dos brasileiros quando se fala em Camarões, país cujo nome oficial é République du Cameroun, ou simplesmente, Cameroun, data da Copa do Mundo de futebol de 1990, quando a equipe encantou os amantes do futebol. Passados mais de 30 anos, apesar da lembrança futebolística que permaneceu, os brasileiros ainda conhecem pouco sobre Cameroun e o continente africano, especialmente as oportunidades de negócio. E perdem com isso!
A primeira referência que vem à mente dos brasileiros quando se fala em Camarões, país cujo nome oficial é République du Cameroun, ou simplesmente, Cameroun, data da Copa do Mundo de futebol de 1990, quando a equipe encantou os amantes do futebol. Passados mais de 30 anos, apesar da lembrança futebolística que permaneceu, os brasileiros ainda conhecem pouco sobre Cameroun e o continente africano, especialmente as oportunidades de negócio. E perdem com isso!
A África será um local de oportunidades nas próximas décadas, como já perceberam os países europeus, os Estados Unidos, a China e a Índia, que há décadas investem ali. Cameroun, especificamente, é um mercado promissor para as exportações e investimentos brasileiros. Além de sua população de 28 milhões de habitantes e PIB de 94 bilhões de dólares, também é membro, país modelo e principal liderança, da Comunidade Econômica e Monetária da África Central - CEMAC, que reúne também Gabão, Guiné Equatorial, República do Congo, República Centro-Africana e o Chade.
Esse bloco econômico tem um mercado de quase 55 milhões de habitantes e consumidores e potenciais, que somados aos 219 milhões de habitantes da vizinha Nigéria, país mais rico da África, tem uma população que pode igualar a dos Estados Unidos até o fim desse século, com a diferença de que se trata de um mercado onde ainda há praticamente tudo a se fazer, o que explica a forte presença da China no continente,
A China tem recursos financeiros com os quais eles não podem contar, mas, somente para citar um exemplo, o Brasil tem algo que Cameroun e outros países da África necessitam: conhecimento! Especialmente na nossa tecnologia agrícola, adequada ao nosso solo, que é muito semelhante ao de muitos países africanos, que hoje importam tecnologia agrícola europeia e precisam adaptá-la. E esse é apenas um exemplo.
As empresas brasileiras podem escolher aproveitar as oportunidades que Cameroun e o continente africano como um todo oferecem, usufruindo, inclusive, das afinidades culturais que nos unem. Ou continuar atuando somente dentro do mercado brasileiro, sujeitas aos altos e baixos da nossa economia. Caberá aos líderes empresariais, entidades setoriais e órgãos privados e governamentais de fomento à exportação tomarem decisões com visão e ousadia. Olhem para a África! Olhem para Cameroun.
Vice-presidente da Câmara de Comércio Brasil-República dos Camarões
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