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Opinião

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- Publicada em 15h21min, 19/10/2021.

Futebol e desgovernança corporativa

Telmo Schoeler
O futebol profissional brasileiro reiteradamente transforma clubes campeões e de sucesso em perdedores e rebaixados, o que inclui grandes e famosos como Fluminense, Palmeiras, Grêmio e Internacional. Diante de resultados negativos, é incrível observar a simploriedade de os clubes saírem a contratar um novo técnico, com a visão de que este fará o milagre da reversão do quadro.
O futebol profissional brasileiro reiteradamente transforma clubes campeões e de sucesso em perdedores e rebaixados, o que inclui grandes e famosos como Fluminense, Palmeiras, Grêmio e Internacional. Diante de resultados negativos, é incrível observar a simploriedade de os clubes saírem a contratar um novo técnico, com a visão de que este fará o milagre da reversão do quadro.
Isto só seria verdade se o atual técnico fosse um desqualificado, o que normalmente não é o caso. Para entender por que isto não é a solução, cabe recorrer à medicina: para curar, precisa eliminar a causa e não apenas mitigar o sintoma através de um analgésico. Esquecem os dirigentes que um clube é uma organização empresarial cuja vida se compõe de 4 dimensões: operacional, mercadológica, recursos (dinheiro + pessoas + tecnologia) e governança/gestão, sendo que o sucesso depende da qualidade e interrelação entre essas dimensões, sendo o resultado igual à pior e mais fraca delas. A mais importante é a governança, pois é nela que se planeja, estabelece estratégias, determina táticas e caminhos de todos os vetores.
O erro brasileiro é que os clubes são definidos e vistos como entidades sem fins lucrativos, miopia que inclusive tem respaldo jurídico, o que é utópico, pois nada no mundo pode deixar de ter um foco de eficácia e eficiência monetária. Cúpulas amadoras, que agem por paixão, esquecem – ou nem sabem – que sucesso e campeonatos requerem um somatório de bons jogadores, afinados, comprometidos, remunerados essencialmente por objetivos alcançados, liderados por um técnico altamente capacitado e de perfil adequado, tudo feito dentro de uma estratégia mercadológica que gere receitas suficientes para sustentar uma estrutura organizacional compatível e uma estrutura de capital tecnicamente viável, com bom sistema de registro e controle, etc. E isto pressupõe dirigentes profissionais, contratados, remunerados, responsáveis e cobrados pela performance do clube, como em qualquer organização, ou seja, requer uma estrutura e lógica de Governança Corporativa. Esta é a razão do sucesso de clubes como Bayern, Real Madrid, Chicago Bulls, Los Angeles Lakers, Dallas Cowboys, New England Patriots, sem gangorra de altos e baixos, de glória e rebaixamento. Na vida das organizações, não existe mágica nem milagre. Simples assim!
Fundador e presidente Orchestra – Soluções de Gestão
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