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Opinião

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- Publicada em 16h06min, 11/10/2021.

General Motors diz que se tornará verde mais cedo

Vivaldo José Breternitz
No início deste ano, a General Motors americana anunciou que, a partir de 2030, seus processos de fabricação deixariam de consumir combustíveis fósseis e que, a partir de 2035, fabricaria apenas veículos que não queimariam esse tipo de combustível.
No início deste ano, a General Motors americana anunciou que, a partir de 2030, seus processos de fabricação deixariam de consumir combustíveis fósseis e que, a partir de 2035, fabricaria apenas veículos que não queimariam esse tipo de combustível.
Agora, a empresa anuncia que seus planos para a área estão sendo antecipados, e que até 2025 usará 100% de energia renovável em suas operações fabris nos Estados Unidos.
Para chegar a esses números, a GM disse que aumentará a eficiência energética de suas fábricas, desenvolverá tecnologia para armazenamento de energia proveniente de fontes renováveis e utilizará microgrids, redes de distribuição de energia que gerenciam a produção e distribuição de eletricidade utilizando softwares sofisticados que coordenam as diversas fontes produtoras para evitar desperdícios, variações de tensão e quedas de energia.
Quanto aos seus produtos, a GM diz que pensa ter em linha cerca de 30 modelos diferentes de veículos elétricos até 2025, em todo o mundo. Há rumores que a empresa está pensando também em fabricar veículos movidos a hidrogênio, embora o foco pareça estar nos elétricos.
É uma postura interessante, embora suspeite-se que possa incluir uma dose de "greenwashing", neologismo derivado das palavras green (verde) e whitewash (branquear ou encobrir), um termo utilizado para indicar o uso de técnicas de marketing e relações públicas para expressar uma falsa preocupação com o meio ambiente.
Essa suspeita se baseia no fato de que, aliadas ao governo Trump, a GM e outras montadoras, tentaram impedir a Califórnia e outros estados de estabelecer seus próprios requisitos de poluição e emissão zero; com a eleição de Biden, a empresa deixou de falar no assunto e parece ter mudado de postura.
No Brasil, a disponibilidade de álcool como combustível pode mudar a estratégia da empresa, fazendo que outros caminhos sejam trilhados.
Doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo
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