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Opinião

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- Publicada em 14h58min, 08/10/2021. Atualizada em 14h59min, 08/10/2021.

Síndrome do jogador que agiu com o 'cérebro reptiliano'

Luiz Roberto Dalpiaz Rech
O caso aconteceu em um jogo da segunda divisão do Campeonato Gaúcho. O jogador William, do Esporte Clube São Paulo, ficou irritado com o árbitro Rodrigo Crivellaro e deu um chute na cabeça dele. O juiz ficou desacordado e precisou ser levado ao hospital, onde já recebeu alta.
O caso aconteceu em um jogo da segunda divisão do Campeonato Gaúcho. O jogador William, do Esporte Clube São Paulo, ficou irritado com o árbitro Rodrigo Crivellaro e deu um chute na cabeça dele. O juiz ficou desacordado e precisou ser levado ao hospital, onde já recebeu alta.
Para explicar a raiva manifestada no atleta recorro à teoria do cérebro triúnico, desenvolvida pelo Dr. Paul MacLean, neurocientista estadunidense que se tornou notório por sua teoria do cérebro trino. Segundo ele, temos três cérebros, e não apenas um. Uma parte do cérebro é a haste límbica ou cérebro mamífero. A haste límbica é a raiz das emoções e sentimentos. Ela afeta o humor e as funções do corpo. A outra é o neocórtex, parte do cérebro mais evoluída e adiantada. A haste do cérebro é o cérebro reptiliano. É um remanescente de nosso passado pré-histórico. É útil para decisões rápidas, que não exigem pensamento. O cérebro reptiliano focaliza-se na sobrevivência, e entra em ação quando estamos em perigo e não temos tempo para pensar. O cérebro reptiliano é orientado pelo medo, e entra em ação quando somos ameaçados ou estamos em perigo.
De acordo com a teoria do cérebro triúnico, as pessoas fazem o deslocamento para cima ou para baixo, para usar diferentes partes do cérebro, dependendo da situação. Quando nos deslocamos para cima, usamos nosso neocortex. É necessário um ambiente seguro para fazer esse deslocamento para cima. Consequentemente, a criatividade, o aprendizado e a reflexão acontecem quando nos sentimos seguros, salvos e protegidos. O louvor e a segurança promovem o deslocamento para cima.
Por outro lado, o deslocamento para baixo é realizado quando o cérebro reptiliano se manifesta. As pessoas se tornam répteis quando estão com medo e preocupadas com a sobrevivência. A crítica e o medo promovem o deslocamento para baixo.
Portanto, se você está frustrado porque não consegue a cooperação necessária, zangado porque seus colegas de trabalho não compreendem a importância daquilo que estão fazendo e agem irracionalmente, as pessoas com quem você trabalha se comportam como criaturas desprovidas de cérebro, agindo por impulso, ao invés de lógica, pode haver uma explicação simples para esse comportamento: síndrome do jogador que agiu com o “cérebro reptiliano”. A melhor estratégia, no entanto, é ser proativo e criar um ambiente seguro, que não estimule o cérebro reptiliano, de ninguém.
Pós-graduado em Marketing e Gestão de Pessoas
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