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Opinião

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- Publicada em 15h17min, 01/10/2021. Atualizada em 18h41min, 01/10/2021.

Vivendo com ética

Guilherme Augusto de Carvalho
Sou uma pessoa que não gosta de ver alguém jogar lixo na rua. O motivo é muito simples: precisamos cuidar da nossa casa comum. Isso também serve para os itens públicos que são depredados. Quando destruímos o que é público, de forma direta e indireta, estamos nos prejudicando, já que estes bens são para o nosso uso.
Sou uma pessoa que não gosta de ver alguém jogar lixo na rua. O motivo é muito simples: precisamos cuidar da nossa casa comum. Isso também serve para os itens públicos que são depredados. Quando destruímos o que é público, de forma direta e indireta, estamos nos prejudicando, já que estes bens são para o nosso uso.
Tenho receio destes que não olham a sua volta e muito menos enxergam o impacto que sua atitude pode causar em seu meio. Com isso, só percebemos a consequência que um papel de bala jogado no chão pode trazer até passar por uma rua alagada, por conta de entupimento nas redes coletoras de esgoto e águas pluviais.
Outros podem não sentir falta de um hospital até precisar dele. A verdade é que nós só sentimos falta quando precisamos.
A questão é que nem todos conseguem olhar o mundo com a visão ampliada, nem entendem que uma boa parte do que nós fazemos pode impactar o próximo fazendo diferença ou prejudicando. Para se viver bem em sociedade é preciso ter a consciência de que a minha ação pode impactar também as pessoas à minha volta.
Eu costumo falar que, “a grosso modo”, existem dois tipos de pessoas. Primeiro as que pensam somente em si, que não possuem capacidade alguma de olhar em volta, de perceber o outro, com isso seguem fazendo o que bem entendem.
São estes que estacionam o carro de forma errada nos locais públicos ou ocupam duas vagas na garagem por estacionar de forma descuidada. São estes também que jogam lixo na rua, sem se importar com o impacto que a sua ação trará. Ou que ouvem som alto, sem se preocupar com seu vizinho.
Este tipo de cidadão só enxerga apenas a si e acredita que as suas vontades são as únicas coisas que importam, que a vida deve seguir conforme o seu ponto de vista e gostos pessoais.
Em contrapartida, existe o cidadão que consegue olhar em volta, que procura não prejudicar o espaço que é de todos. Que vive o nós, e não o eu. Normalmente quem é assim, não só procura não incomodar o outro, mas também sabe como viver de forma ética e coerente.
Somos indivíduos, cada um com um gosto e com suas preferências, isso é normal. A questão é que a palavra “nós” deve se fazer presente quando o assunto for sobre um bem comum, quando a minha ação for invadir o espaço alheio ou mesmo prejudicar a nossa natureza e o meio ambiente.
Viver em sociedade é um modo de pensar que parte da premissa que cada um tem o seu espaço, gosto e preferências e que precisamos respeitar este limite. Mas também é entender que as minhas ações devem ser conscientes e éticas, entendendo que o mundo não gira ao redor dos meus gostos pessoais e escolhas.
Não se trata de apenas não atrapalhar, e sim, viver entendendo que a minha liberdade vai até a liberdade do outro. Não temos o direito de infringir o direito alheio, e isso se dá seja não depredando um local público, até jogando o seu lixo no lixo, entre tantas atitudes que são simples, mas fundamentais para mantermos a ordem e o respeito mútuo.
Viver em comunidade é entender o significado de “nós” e colocar de lado o “eu”!
Bacharel em Teologia, Especialista em Filosofia, Ciências da Religião e Ensino Religioso. Professor da Área de Humanidades do Centro Universitário Internacional Uninter
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