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Opinião

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Artigo

- Publicada em 03h00min, 15/09/2021.

O valor da palavra na política

Zé Nunes
Quando alguém combina algo, ou lhe dá a palavra, e não cumpre com a promessa, é bem desagradável. É natural evitarmos pessoas dissimuladas, descomprometidas e que mudam de ideia a cada segundo, pois a mentira não é algo que queremos próxima de nós e das pessoas que nos cercam.
Quando alguém combina algo, ou lhe dá a palavra, e não cumpre com a promessa, é bem desagradável. É natural evitarmos pessoas dissimuladas, descomprometidas e que mudam de ideia a cada segundo, pois a mentira não é algo que queremos próxima de nós e das pessoas que nos cercam.
Na vida pública, isso é ainda pior. Trair a palavra é trair a confiança do eleitor, que o escolheu por algum motivo, e trai a própria democracia como um todo.
O surgimento da democracia remonta à Grécia antiga, como forma de definir o sistema político existente, possuindo um conceito original simples, em que o cidadão tem voz e voto para tudo o que acontece, os gastos, as prioridades, sendo que a decisão da maioria impera, desta forma decidindo a coisa pública.
Com o crescimento da população e a complexidade da sociedade, foi criada a democracia representativa, em que as pessoas elegem representantes que defendem seus interesses. Permanece o mesmo conceito: todo poder emana do povo.
Quando um representante eleito trai a vontade e o motivo pelos quais seus eleitores o elegeram, está sequestrando a vontade popular, se colocando como dono do poder, e não mais representante de seu povo.
Este é o caso do governador Eduardo Leite (PSDB), que acha que deve, unilateralmente, decidir os rumos do Estado, quando a verdade é que sua palavra não vale nada.
Em campanha, dizia que seu diferencial era "ter projeto", o que, na prática, significou acabar com o bem público, tirar os direitos dos gaúchos, privatizar o máximo possível e sucatear o Estado.
Dizia que manteria Corsan e Banrisul públicos - duas empresas superavitárias, da mesma forma que a Procergs, responsável pela área de TI do Estado, que protege as informações de todos os gaúchos.
A realidade foi a retirada do plebiscito popular, o que mostra sua pouca preocupação com a opinião dos gaúchos, o encaminhamento da privatização da Corsan, o fatiamento do Banrisul, e a entrega dos dados sensíveis do governo nas mãos de uma empresa privada.
O governador não tem palavra, fala, e ali na frente desconstitui e nega o que disse. A palavra deve trazer peso, ética e valor, na vida e na política. Isso o governador não tem.
Deputado Estadual (PT)
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