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Porto Alegre, terça-feira, 14 de setembro de 2021.
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Opinião

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Artigo

- Publicada em 03h00min, 14/09/2021.

Mais dinheiro para o agronegócio

Eduardo Tellechea Cairoli
Os bons resultados apresentados pela Expointer reforçam a pujança de um setor que tem se reinventado tanto em produção, quanto nas fontes de financiamento. Sou de uma família de gerações de produtores rurais e acompanho desde a infância a lida no campo.
Os bons resultados apresentados pela Expointer reforçam a pujança de um setor que tem se reinventado tanto em produção, quanto nas fontes de financiamento. Sou de uma família de gerações de produtores rurais e acompanho desde a infância a lida no campo.
Algumas características peculiares desse negócio, até pouco tempo arraigadas à cultura do produtor, atravessam significativas mudanças.
Os produtores rurais costumam ter seu financiamento feito por meio dos bancos ou de adiantamentos, comprometendo uma parte da sua produção a um preço já definido pelo fornecedor. Entretanto, diante da forte valorização das commodities agrícolas e das limitações do governo para seguir financiando o agro, tem avançado um movimento de descentralização do crédito.
Um divisor de águas neste sentido foi a criação do Fundo de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro), um novo canal de acesso a recursos para grupos empresariais familiares que têm patrimônio em propriedades rurais. Além de gerar capital para o campo, o veículo tende a ser muito utilizado para organização patrimonial, com benefícios fiscais e tributários, podendo dar cotas em garantia para operações financeiras e simplificar o planejamento sucessório familiar.
O Fiagro tem se revelado, nestes primeiros meses de existência, valioso para englobar as operações de recebíveis (FIDC), participações em empresas (FIP), propriedade de imóveis rurais (FII) e ações de empresas do agronegócio listadas na B3.
Temos outras formas de financiamento avançando com vigor no País. As operações de financiamento dos produtores, através de Cédulas do Produtor Rural (CPRs) e outros títulos, uma vez certificados, podem se transformar em Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA).
Recentemente, tivemos a primeira emissão de CRA com garantia do BNDES no País, realizada pela Cotrijal. A importância desse tipo de operação é enorme, pois inicia-se um histórico da instituição com o mercado, o que é fundamental para um voo maior e independente.
Os negócios no campo estão mudando - e novas fronteiras de financiamento se apresentam. Aqueles produtores que se adequarem mais rapidamente poderão "montar no cavalo encilhado" e aproveitar as oportunidades que estão surgindo.
Fundador e CEO da Privatto Multi Family Office
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