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Opinião

- Publicada em 28 de Julho de 2021 às 15:30

A boa convivência entre investidores e investida é essencial: portanto, regre-a

As empresas, principalmente as ligadas à área de inovação e tecnologia, precisam crescer rapidamente, pois só assim conseguirão dominar o mercado. Contudo, o crescimento constante demanda investimentos e, consequentemente, queima de caixa, sendo essencial o recebimento de aportes financeiros e o investimento de terceiros.
As empresas, principalmente as ligadas à área de inovação e tecnologia, precisam crescer rapidamente, pois só assim conseguirão dominar o mercado. Contudo, o crescimento constante demanda investimentos e, consequentemente, queima de caixa, sendo essencial o recebimento de aportes financeiros e o investimento de terceiros.
No entanto, a capitalização da empresa através de investidores traz algumas dúvidas ao empreendedor, tais como: Essa pessoa pode me prejudicar no futuro? Quais balizas e regras devemos pensar? Como posso proteger o negócio?
Sobre essas questões, a primeira dica é: se você sabe que precisará de dinheiro e aportes constantes, nunca deixe para a última hora, programe-se, pois o dinheiro pelo dinheiro tem mais chances de insucesso. Quando o empreendedor consegue prever e antecipar essa busca, tem mais chances de acessar os melhores investidores e de encontrar um investidor que abra algumas portas e auxilie no crescimento do projeto
A segunda dica: para que todos fiquem protegidos, no caso investidores e investidas, é essencial que as partes elaborem regras de convivência e de solução de problemas conjuntamente com o contrato de investimento. Ou seja, assim como se negocia o valor do aporte pelo quanto de equity, é essencial que regras de convivência sejam estipuladas e colocadas no papel.
Isto é, regras como habitualidade e maneiras de prestação de contas, canais de comunicação entre as partes, limites de intervenção do investidor, concorrência, diluição do investidor, responsabilidades das partes, destinação do investimento, metas e principalmente cláusulas de liquidação em conjunto de cotas atuais e futuras, as famosas cláusulas de Tag e Drag along, são imprescindíveis para esses negócios.
Essas cláusulas, que estruturam a convivência entre os envolvidos, podem ser inseridas em um acordo de sócios/acionistas, quando o investidor ingressa na sociedade, ou podem ser incluídas no contrato de investimentos, para os casos em que o investimento é feito através de dívida conversíveis – essa diferença irá depender maneira como o aporte financeiro está sendo realizado.
O mais importante e independentemente do formato jurídico escolhido é que essas cláusulas de harmonia precisam ser negociadas e colocadas de forma clara nos contratos, pois diminuem os eventuais ruídos, pois, ao final, todos querem o mesmo objetivo: o sucesso da empresa.
Advogado
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