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Porto Alegre, quinta-feira, 22 de julho de 2021.
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Opinião

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- Publicada em 14h53min, 22/07/2021.

Crise energética: por um Natal sem surpresas

Gabriel Nunes
A crise hídrica e a necessidade de racionamento de energia formam um quadro recorrente: todos os anos, no início do período de poucas chuvas, esses alertas nos lembram da nossa própria falta de organização e incapacidade de planejamento.
A crise hídrica e a necessidade de racionamento de energia formam um quadro recorrente: todos os anos, no início do período de poucas chuvas, esses alertas nos lembram da nossa própria falta de organização e incapacidade de planejamento.
Isso lembra um cenário comum em muitas empresas. Todo final de ano, quando o mês de dezembro se aproxima, as áreas de vendas cobram pelos planos comerciais de Natal, que ainda não foram produzidos pela área de planejamento, causando aquele esforço heroico para elaborar os materiais de última hora. Todo ano as empresas são surpreendidas pelo Natal.
A questão hídrica do País acaba não sendo diferente. Precisamos parar de ser surpreendidos pelo período de secas que acontece todos os anos e da consequente crise energética. Mas o que fazer, afinal? Dizer que precisamos preservar as florestas, cuidar do meio ambiente e economizar água seria chover no molhado – é claro que precisamos fazer isso! Mas há ações de curto prazo que estão ao alcance de todos e contribuem para amenizar os riscos do racionamento de energia. Estou falando do investimento em eficiência energética.
A falta de chuvas é uma das causas da crise energética devido ao nível dos reservatórios das hidrelétricas: o nível baixo dos reservatórios é igual a menos energia gerada. E no Brasil, onde 71% da geração de energia vem das hidrelétricas, o risco de apagão é real. Mas e se diminuíssemos o nosso consumo de energia?
Investir em equipamentos mais eficientes, modernizar as plantas industriais, substituir sistemas de climatização e iluminação antigos por sistemas mais atuais e econômicos são exemplos de ações que auxiliam na redução do consumo energético das indústrias e residências. Além de diminuir a pressão sobre o Operador Nacional do Sistema Elétrico, essas ações geram economia e alívio no bolso das empresas e famílias.
A crise energética não vê cor, classe social ou religião. Atinge a todos, independentemente da região. É importante que façamos tudo o que está ao nosso alcance em termos de eficiência energética. Da mesma maneira que as empresas aprenderam a se preparar para o fim do ano, somos capazes de aprender a consumir energia de forma consciente, nos preparando para o período de secas. Não podemos, afinal, ser surpreendidos pelo Natal todo ano.
Consultor sênior da Merithu Consultoria
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