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Opinião

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- Publicada em 15h49min, 06/05/2021.

Paulo Gustavo e a precoce purpurina

Saul Teixeira
Famílias enlutadas, filhos órfãos, pais e mães invertendo a cronologia da vida na hora do adeus. Dor, sofrimento, desespero, melancolia, depressão. Amizades à deriva. Sonhos interrompidos. Amores destroçados. Cortinas fechando derradeiramente.
Famílias enlutadas, filhos órfãos, pais e mães invertendo a cronologia da vida na hora do adeus. Dor, sofrimento, desespero, melancolia, depressão. Amizades à deriva. Sonhos interrompidos. Amores destroçados. Cortinas fechando derradeiramente.
A partida de Paulo Gustavo, aos 42 do primeiro tempo, é mais um tapa na nossa cara. Veio, na maneira mais cruel possível, relembrar a dura realidade há 14 meses reinante também no outrora País da alegria: mais de 400 mil vidas ceifadas no Brasil.
Em vida, PG foi arte. Poesia. Revolução. Cultura. Riso. Humor. Muito riso. A vida sem entretenimento é uma caverna sem luz. Use máscara. Faça do álcool em gel o melhor amigo. Mantenha o distanciamento. Doe sangue. Lave as mãos. Não negue a ciência. Ame sem barreiras. Faça agora. Beba hoje. Repita o pudim sem culpa. Peça desculpas. Compre as vacinas na hora certa. Perdoe se der.
Paulo Gustavo é Ayrton Senna do Século 21. Mamonas Assassinas. Parte no auge, na plenitude, na catarse. No gozo da vida profissional e pessoal. Virou saudade muito antes da hora, ao menos dentro da nossa compreensão terrena e carnal, é claro!
Tenhamos fé em Deus, sempre! Por mais desafiador que seja. Não romantizemos a pandemia. Ela é piada sem graça. É teatro vazio. É TV sem audiência. É home office sem internet. É blogueiro desconhecido sem o apoio dos amigos, colegas e familiares. É jornalista sem fonte.
Roteirista. Ator. Redator. Diretor. Pai de família. Homossexual. Improviso. Talento. Cultura. Infelizmente, parte antes de “estourar” na TV aberta, o que certamente ocorreria. Paulo Gustavo certamente faria ainda mais história. Uma lástima.
Meus sinceros sentimentos aos amigos e amigas, fãs, familiares, ao esposo, aos filhos e, sobretudo, à Dona Hermínia, ao Carlos Alberto e à Marcelina. Valeu, PG! O palco hoje é dor. Amanhã será saudade. E pra sempre história e legado. Vire purpurina em paz...
Jornalista
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