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Opinião

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- Publicada em 03h00min, 03/05/2021.

Trabalho e jovens em situação de risco

João Rocha
A emancipação social e econômica se dá a partir do acesso à informação e ao conhecimento. Nesse sentido, podemos afirmar que a educação e a aprendizagem profissional influenciam diretamente na questão da mobilidade social, como conceito que pressupõe a oportunidade de condições para a ascensão no mundo do trabalho. A carência de qualificação profissional e o aumento do desemprego têm sido componentes da realidade do mercado de trabalho, mais ainda nesse último ano, com a pandemia.
A emancipação social e econômica se dá a partir do acesso à informação e ao conhecimento. Nesse sentido, podemos afirmar que a educação e a aprendizagem profissional influenciam diretamente na questão da mobilidade social, como conceito que pressupõe a oportunidade de condições para a ascensão no mundo do trabalho. A carência de qualificação profissional e o aumento do desemprego têm sido componentes da realidade do mercado de trabalho, mais ainda nesse último ano, com a pandemia.
Nesse cenário, jovens em situação de risco social são os primeiros a sentir as dificuldades de acesso à disputa por oportunidades de trabalho, restrição que afeta diretamente na sua possibilidade de prosperar e ascender como cidadão. Países que se configuram por meio de uma mobilidade social ascendente indicam a formação de uma sociedade mais equilibrada, em que a riqueza passa a estar mais bem distribuída. Um dos aspectos mais relevantes para a ascensão de jovens se dá por meio da qualificação profissional.
Oportunizar essa condição, especialmente por meio da educação profissionalizante, é o que se propõe com o projeto Profissionalizar II, que oferece a chance da aprendizagem profissional de forma totalmente gratuita para jovens das casas de acolhimento institucional de Porto Alegre. A iniciativa é do Ministério Público do Estado (MPRS) em parceria com a Fundação O Pão dos Pobres, o Fundo para Reconstituição de Bens Lesados (FRBL), Promotoria de Justiça da Infância e Juventude (PJIJ) e a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE). O projeto visa qualificar profissionalmente 75 adolescentes, com idade entre 14 e 18 anos, em cinco cursos no Pão dos Pobres.
Esse projeto vai favorecer a mobilidade social ascendente para esses jovens. É um meio de inseri-los no mercado de trabalho antes dos 18 anos, quando necessariamente precisam sair dos espaços protetivos e se manter de forma autônoma. Assim, estarão sendo preparados para a vida adulta, possibilitando que deem sequência a seus projetos de vida de forma digna e cidadã.
Gerente Socioeducativo da Fundação O Pão dos Pobres
 
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