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Porto Alegre, quinta-feira, 29 de abril de 2021.
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Opinião

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- Publicada em 15h58min, 29/04/2021.

Intolerância versus tolerância

Eduardo Jablonski
Um dos grandes males da sociedade, não só agora, como em todos os tempos, é a intolerância. Se houvesse uma comparação entre uma família tolerante e outra intolerante, como elas se comportariam? Até porque é melhor mostrar exemplos para que se possa compreender.
Um dos grandes males da sociedade, não só agora, como em todos os tempos, é a intolerância. Se houvesse uma comparação entre uma família tolerante e outra intolerante, como elas se comportariam? Até porque é melhor mostrar exemplos para que se possa compreender.
Na área da convivência social, uma família intolerante não aceitaria que um dos seus membros fosse um misantropo, ou seja, uma pessoa que não gostasse de convivência social, de bebidas alcoólicas, de folia e de algazarra. Uma família tolerante não daria nenhuma importância à esquisitice do outro, mesmo porque cada um deveria viver do jeito que melhor achasse.
Uma família intolerante não aceitaria que um de seus membros não quisesse, por exemplo, fazer um churrasco em praça pública, até porque existiria a possibilidade de receber visitas indesejadas de pedintes, de mendigos, de marginais e até de bandidos, principalmente se essa praça estivesse numa cidade repleta de problemas sociais, como a Capital gaúcha. Uma família tolerante apenas compreenderia e não faria nenhum comentário a respeito ou, no máximo, veria uma possibilidade mais sensata de se reunirem.
Se houvesse uma pessoa homossexual numa família intolerante, seus membros se revoltariam e tornariam a vida dele ou dela um inferno. O rapaz ou a moça seriam ofendidos, agredidos, não teriam paz, não seriam convidados a festas em família, Natais, aniversários ou finais de ano. Porém, numa família tolerante, seria como se nada demais houvesse acontecido. A vida de cada um diz respeito somente à pessoa e a ninguém mais.
No campo da religião, uma família intolerante, se tivesse um dos seus componentes adeptos de uma religião islâmica, por exemplo, não aceitaria, se revoltaria, faria boicote, promoveria discussões, brigas, baixaria etc. Uma família tolerante, se tivesse um dos seus membros ateu, por exemplo, ainda que todos os demais fossem católicos e profundamente religiosos, não diria nada, não emitiria opinião nenhuma, porque a vida do outro diria respeito (vejam só) apenas a ele, não aos demais.
O problema da família intolerante é que eles idealizam a maneira correta de ser de um cidadão ou cidadã, e nenhum dos seus membros poderia fugir um milímetro dessa idealização. Se o fizesse, a revolta seria eterna. Por essa razão, nesse tipo de família, há tantos problemas de convivência e uma total falta de bom senso. Numa família tolerante, nada disso aconteceria. Seus membros seriam bem-recebidos e todos os seus possíveis desvios de conduta simplesmente não existiriam, porque gente tolerante acha tudo normal.
Professor
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