Corrigir texto

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, terça-feira, 20 de abril de 2021.
Porto Alegre,
terça-feira, 20 de abril de 2021.

Opinião

Compartilhar

artigo

- Publicada em 15h51min, 20/04/2021.

Diversidade de gênero no mercado de trabalho

Giane Danielli
Embora pareça um tema já muito explorado, ainda precisamos falar sobre o papel da mulher no mercado de trabalho, especialmente na indústria, onde as mulheres representam 32% da força de trabalho.
Embora pareça um tema já muito explorado, ainda precisamos falar sobre o papel da mulher no mercado de trabalho, especialmente na indústria, onde as mulheres representam 32% da força de trabalho.
Na América Latina, empresas com diversidade de gênero em sua equipe têm 14% mais chance de superar a performance de seus pares na indústria, segundo estudo da McKinsey. Outro levantamento importante, esse realizado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), mostra que a cada quatro empresas que promovem essa diversidade em cargos de direção, cerca de três têm aumento no lucro.
Esses são apenas alguns dos dados que mostram a força do protagonismo feminino no gerenciamento de áreas estratégicas de qualquer negócio. No entanto, embora a liderança das mulheres esteja cada vez mais presente na agenda corporativa, ainda falta muito para que o cenário se equilibre de forma justa.
Para termos uma ideia, de acordo com o IBGE, as mulheres respondiam por 38% dos cargos gerenciais no País, em 2019. É muito pouco se analisarmos os grandes exemplos de profissionais que estão no topo da decisão de empresas e inspiram a transformação no mercado de trabalho.
Sabemos que uma boa liderança não tem a ver com gênero, mas o que defendemos é justamente que as mulheres tenham as mesmas oportunidades do que os homens. Por isso, acima de tudo, uma equipe com diversidade é o que sempre traz os melhores resultados.
Se voltarmos à Revolução Industrial, onde houve a absorção do trabalho feminino pelas indústrias como mão-de-obra barata - o que inseriu definitivamente a mulher na cadeia produtiva, as profissionais cumpriam jornadas absurdas de até 17 horas em condições insalubres. Além disso, recebiam salários até 60% menores que os dos homens.
Ainda que a isonomia salarial esteja muito longe do ideal, é fundamental olhar para as mulheres em postos de liderança e perceber o quanto elas são determinantes para o desenvolvimento da indústria, não por serem mulheres, mas exatamente por serem extremamente qualificadas e dedicadas.
Estamos evoluindo, afinal, a participação feminina nas empresas industriais cresceu 14,3% em 20 anos, de acordo com dados do Ministério do Trabalho e Emprego. Não é o número que gostaríamos, mas é um avanço importante. O que as mulheres em cargos de liderança devem fazer é mostrar às outras mulheres que a indústria também é um grande potencial para desenvolvimento profissional.
E, claro, fazer com que o mercado de trabalho não diferencie mais homens e mulheres baseado no grande mito de que os primeiros possuem vantagem biológica. Não se trata disso, mas sim de oportunidades iguais para ambos e da garantia de que somente o indivíduo mais preparado para executar a função determinada é quem ficará com o cargo.
Gerente de exportação e marketing da Nutrire
Comentários CORRIGIR TEXTO