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Opinião

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- Publicada em 14h46min, 12/04/2021.

Como o mundo dos negócios está reagindo à pandemia?

Willian Kahler
Os desfechos no mundo dos negócios a partir da pandemia da Covid-19 foram os mais distintos possíveis. Vemos registros de aumento de empregos em alguns setores, até uma grande quantidade de empresas fechando. Alguns nichos, de fato, responderam bem às mudanças desde o início das restrições. O ramo que atuo em particular está se desempenhando muito bem ao longo desse período, pois, nossa empresa apresentou resultados recordes em praticamente todos os indicadores, e precisamos ser muito gratos por isso.
Os desfechos no mundo dos negócios a partir da pandemia da Covid-19 foram os mais distintos possíveis. Vemos registros de aumento de empregos em alguns setores, até uma grande quantidade de empresas fechando. Alguns nichos, de fato, responderam bem às mudanças desde o início das restrições. O ramo que atuo em particular está se desempenhando muito bem ao longo desse período, pois, nossa empresa apresentou resultados recordes em praticamente todos os indicadores, e precisamos ser muito gratos por isso.
Não podemos fechar os olhos para aqueles colegas empresários que possuíam empresas nas quais dependiam muito da circulação de pessoas e que agora estão enfrentando severas dificuldades.
Chegou a hora de todos nós nos adaptarmos. E não estou falando do "novo normal", acredito que todos já estão cansados de ouvir esse termo. A verdade é que isso tudo está durando muito mais do que o imaginado. E por reflexo, algumas mudanças temporárias parecem estar se tornando transformações "vitalícias". Começamos observando empresas inovadoras anunciando home office "para sempre" como a XP Inc. Já existem boatos inclusive de instituições tradicionais como o Itaú adotando diretrizes semelhantes. São mudanças que vieram para ficar.
O que tiro de positivo em tudo isso não foram os crescimentos de resultado que tivemos, porque como disse no início do texto, nem todos tiveram o mesmo caminho. Mas sim, a mudança no mundo corporativo quanto à proximidade. Os líderes das empresas, e aqui não me refiro apenas a nossa companhia, mas a outras grandes organizações as quais tenho contato, estão vencendo essa batalha por estarem mais próximos às suas equipes. Ficou claro que estar do lado não significa que estamos perto das pessoas. A proximidade parte do interesse sincero pelos outros. Com o distanciamento, o número de ligações, interações por vídeos e preocupação genuína pelos colegas da empresa cresceram significativamente durante a pandemia.
Eu acredito que esse resgate da humanidade nos negócios seja o principal ganho de tudo que estamos passando. Os gestores que adotarem em suas respectivas agendas a pauta de "gente" tendem a melhorar seus resultados, ter equipes mais engajadas, estimular a criatividade e união para passar por tantos outros momentos que o futuro nos reserva. Pois, acreditem, as coisas ainda vão mudar. Como diria o filósofo Heráclito: "Nada é permanente, exceto a mudança".
Sócio da Messem Investimentos
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