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Porto Alegre, terça-feira, 23 de fevereiro de 2021.

Jornal do Comércio

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- Publicada em 03h00min, 23/02/2021.

Pandemia, excesso de telas e a visão

César Silveira
Com o distanciamento social, decorrente da pandemia do coronavírus, o uso de smartphones, tablets e computadores aumentou significativamente. Crianças, adolescentes e adultos atravessaram 2020 com aulas remotas, trabalho em regime de home office, reuniões virtuais, além das redes sociais e inúmeras formas de lazer que mantêm os usuários em frente às telas por muitas horas.
Com o distanciamento social, decorrente da pandemia do coronavírus, o uso de smartphones, tablets e computadores aumentou significativamente. Crianças, adolescentes e adultos atravessaram 2020 com aulas remotas, trabalho em regime de home office, reuniões virtuais, além das redes sociais e inúmeras formas de lazer que mantêm os usuários em frente às telas por muitas horas.
Esse excesso fez crescer a chamada Síndrome Visual Relacionada a Computadores (SVRC) que inclui uma série de sintomas, como cansaço, sensação de corpo estranho, ardência, dor, irritação, vermelhidão, ressecamento e turvação visual. Segundo a Sociedade Brasileira de Oftalmologia (SBO), estima-se que 90% dos usuários que permanecem em frente às telas, por mais de três horas diárias, apresentam algum tipo de sintoma relacionado à SRVC.
Os alertas da SBO têm sido comprovados no dia a dia dos consultórios. Ao longo do ano passado houve um aumento expressivo de queixas como cansaço visual, dor de cabeça e visão embaçada. Esta realidade vem acometendo todas as faixas etárias, já que com o home office e aulas on-line os usuários encerram seus compromissos no computador e, em seguida, pegam o celular para conferir as mídias sociais entre outras opções de lazer na palma da mão. Ou seja: não há descanso.
Essa necessidade de descanso parte do raciocínio que o olho possui um músculo interno que se contrai quando olhamos para perto. O foco de imagem para uma distância curta, aproximadamente 30 centímetros, estimula essa contração muscular, fazendo com que a lente natural do olho, o cristalino aumente sua potência.
Por isso, quando utilizamos muito a visão de perto, estamos induzindo um estímulo constante desses músculos, levando ao cansaço visual. Então, os sintomas começam a aparecer de forma inespecífica.
Com a volta às aulas - tanto no formato presencial ou à distância - é fundamental que medidas preventivas sejam tomadas, como o intervalo de 10 minutos a cada uma hora de uso de telas, pois somente dessa forma é possível devolver aos olhos um período de relaxamento e descanso. Porém, naquelas pessoas que apresentam grau nos olhos e não estão usando métodos corretivos adequados (óculos ou mesmo lentes de contato), os sintomas podem ser mais importantes, uma vez que haverá um esforço ainda maior para se conseguir o foco desejado.
Por isso, costuma-se, também, recomendar revisões e consultas de rotina para que qualquer problema possa ser detectado e corrigido precocemente.
Médico oftalmologista e professor na Ulbra
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