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Opinião

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- Publicada em 03h00min, 11/02/2021.

Mulheres para um novo tempo

Monica Riffel
A forma que a sociedade brasileira está estruturada mudou, há alguns anos muitas mulheres não podiam sequer trabalhar, condicionadas aos afazeres domésticos, outras trabalhavam fora de casa apenas por necessidade. Na atualidade vemos algumas melhorias, mas o contexto é diferente, considero que estamos diante de um novo tempo.
A forma que a sociedade brasileira está estruturada mudou, há alguns anos muitas mulheres não podiam sequer trabalhar, condicionadas aos afazeres domésticos, outras trabalhavam fora de casa apenas por necessidade. Na atualidade vemos algumas melhorias, mas o contexto é diferente, considero que estamos diante de um novo tempo.
Dados confirmam que as mulheres compõem mais de 51% da população brasileira, com relação a índices raciais, mais de 50% da população brasileira é parda, negra e indígena.
Quando analisamos os indicadores sociais sabemos que as mulheres são mais escolarizadas que os homens, mas ainda ganham menos, segundo IBGE. A questão é que, ainda precisamos caminhar muito para alcançar a igualdade necessária.
Muitas mulheres vivem em contextos sociais marcados pela violência, desigualdade, outras possuem jornadas duplas, triplas, diferenças salariais e sacrifícios parentais, legitimados pela indústria cultural e pelos meios de comunicação e ainda nos deparamos com altos índices de feminicídio.
Todos esses dados se refletem na falta de representatividade feminina na política, na escassez de mulheres na linha de frente, pessoas que verdadeiramente tomam as decisões.
Quando me pergunto sobre a necessidade de ainda falarmos de emancipação feminina são essas estatísticas que me vêm à mente, pois ainda há muito para ser dito e questionado. São as mulheres que gerenciam a maioria dos lares, muitas financeiramente, atoladas de trabalho doméstico e serviços com baixa remuneração. Não pode ser à toa que essas mulheres tiveram de ampliar o conhecimento em áreas que não são do seu interesse para manter a sobrevivência de suas famílias.
A meu ver, as mulheres desse novo tempo são as que questionam o status quo, as que se rebelaram, aquelas que juntas se mobilizaram em busca de melhorias sociais, muitas dessas mulheres conseguiram se profissionalizar, adentraram as universidades e são potências em suas comunidades e regiões. A outra esfera da sociedade, extremamente conservadora e que não aceita todas essas "novidades", terá de respeitar, pois esse é só o começo.
CEO do Mulheres Às Avessas
 
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