Corrigir texto

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, segunda-feira, 25 de janeiro de 2021.
Aniversário da cidade de São Paulo. Aniversário dos Correios e Telégrafos.

Jornal do Comércio

Porto Alegre,
segunda-feira, 25 de janeiro de 2021.

Opinião

Compartilhar

artigo

- Publicada em 03h00min, 25/01/2021.

Como reagiremos à partida de empresas?

Daniel Santoro
A saída da Ford do Brasil ocasionará importantes perdas econômicas, sociais e reputacionais para o País. O momento não poderia ser pior, já que ainda vivemos a crise causada pela pandemia e, apesar das vacinas que surgem, ainda não temos no horizonte uma resolução clara desses problemas.
A saída da Ford do Brasil ocasionará importantes perdas econômicas, sociais e reputacionais para o País. O momento não poderia ser pior, já que ainda vivemos a crise causada pela pandemia e, apesar das vacinas que surgem, ainda não temos no horizonte uma resolução clara desses problemas.
Aliado ao contexto de restrição fiscal das contas públicas, o que dificulta a manutenção dos auxílios emergenciais, vemos famílias que perderam seus meios de subsistência e sentem diretamente as consequências de todo este espiral de infortúnios.
Contudo, essa situação é uma oportunidade de pensarmos nas empresas que insistem em investir, gerar trabalho e renda para nossas comunidades. O País perdeu a Ford, mas contamos com inúmeras empresas e empresários que lutam para manter e crescer seus negócios no Brasil movimentando todo ecossistema econômico, social e cultural nas comunidades em que operam.
Esse cenário nos proporciona a chance de refletirmos sobre como valorizamos mais uma empresa na hora do anúncio de sua saída de uma comunidade do que durante sua história de permanência nela.
Afinal, é na continuidade que a empresa tem a chance de realizar todo o seu potencial, inclusive desenvolvendo ações que coloquem em prática o conceito ESG (Environmental, Social and Governance), adotado no mercado de capitais global. A prática empresarial do ESG amplia o comprometimento das organizações com todos os seus públicos, fazendo-as tomar medidas referentes ao seu impacto ambiental, social e criando mecanismos de boa governança.
Da mesma maneira que as empresas precisam atender aos interesses de suas comunidades, é hora destas mesmas comunidades acolherem e reconhecerem o valor do empreendedorismo e das empresas, de todos os portes, como agentes protagonistas na geração de riqueza.
Precisamos de forma assertiva e não demagógica compreender que todos fazemos parte do mesmo sistema. Um não sobrevive sem o outro. Assim, poderemos vencer os gigantescos desafios que teremos pela frente. Juntos, somente juntos, iremos superar esse difícil tempo que vivemos.
Presidente do Conselho de Administração da ONG Parceiros Voluntários
 
Comentários CORRIGIR TEXTO