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Porto Alegre, terça-feira, 12 de janeiro de 2021.
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Opinião

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- Publicada em 03h00min, 12/01/2021.

Fonte Talavera

Antônio Augusto Mayer dos Santos
Coroando as festividades do primeiro centenário da Revolução Farroupilha, a Sociedade Espanhola de Socorros Mútuos ofereceu como presente aos gaúchos, especialmente aos porto-alegrenses, a Fonte Talavera. Seu nome vincula-se ao ano de 1328 quando Dona Maria, infanta de Portugal, casou-se com o Rei Afonso XI, de Castela, e recebeu como dote de casamento Talavera, uma vila de origem celta integrante da Província de Toledo localizada a pouco mais de 100 km de Madri e cuja denominação assim passou à Talavera de La Reina.
Coroando as festividades do primeiro centenário da Revolução Farroupilha, a Sociedade Espanhola de Socorros Mútuos ofereceu como presente aos gaúchos, especialmente aos porto-alegrenses, a Fonte Talavera. Seu nome vincula-se ao ano de 1328 quando Dona Maria, infanta de Portugal, casou-se com o Rei Afonso XI, de Castela, e recebeu como dote de casamento Talavera, uma vila de origem celta integrante da Província de Toledo localizada a pouco mais de 100 km de Madri e cuja denominação assim passou à Talavera de La Reina.
Confeccionada em barro e revestida de cerâmica pelo escultor Juan Ruiz de Luna (12/07/1863-25/09/1945), formada por 1.585 peças de cerâmica, a obra desembarcou na Capital acomodada em 78 caixas vindo gratuitamente da Espanha para o Brasil mediante isenção aduaneira concedida pelo presidente Getulio Vargas. Uma vez em Porto Alegre, o coordenador da sua montagem foi o arquiteto espanhol Fernando Corona, radicado na cidade desde 1912. O prefeito Alberto Bins prestigiou-a determinando a colocação do ornamento junto à área frontal do Paço, onde até então estava alojada A Samaritana, escultura feita pelo alemão Alfred Adloff, que dali foi removida para a Praça da Alfândega.
A festiva inauguração ocorreu na manhã do dia 24 de outubro de 1935, na presença do cônsul espanhol Juan Adrienses. Conforme publicação da municipalidade (2002), "Apesar de fazer parte do patrimônio histórico-cultural de Porto Alegre, a Fonte de Talavera não passou imune por "agentes nocivos" à sua conservação: a ação erosiva do tempo, a poluição urbana, atos de vandalismo e depredações, etc.(...)". Neste sentido constam registros de danificações causadas por um perturbado (1978), numa desastrosa tentativa de restauração (1985), uma quebra de ornamentos (1986) e a última agressão durante um protesto promovido por carroceiros (2005). Por conta desta frágil exposição, em 1990 ela havia sido cercada por um alambrado de tela e em 1992 recebeu uma grade de ferro.
Sua recente higienização expressa merecida valorização a um monumento que funciona como autêntico cartão-postal de Porto Alegre, além de atribuir maior atrativo à Praça Montevidéu e ao Paço Municipal.
Advogado e autor do livro Prefeitos de Porto Alegre
 
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