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Porto Alegre, segunda-feira, 11 de janeiro de 2021.

Jornal do Comércio

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Opinião

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- Publicada em 03h00min, 11/01/2021.

A culpa é do contribuinte

Sillas Neves
No dia 4 de janeiro, neste mesmo espaço de Opinião, a senhora Maria Duarte, presidente do Instituto Justiça Fiscal, escreveu artigo no qual afirmou, referindo-se à pandemia, que "o papel do Estado como redutor das desigualdades ficou evidente, assim como a necessidade de recursos para cumprir este papel". Com todo o respeito, temos que discordar.
No dia 4 de janeiro, neste mesmo espaço de Opinião, a senhora Maria Duarte, presidente do Instituto Justiça Fiscal, escreveu artigo no qual afirmou, referindo-se à pandemia, que "o papel do Estado como redutor das desigualdades ficou evidente, assim como a necessidade de recursos para cumprir este papel". Com todo o respeito, temos que discordar.
A única coisa que podemos tirar da pandemia é a absoluta incapacidade do Estado de lidar com os problemas sociais, notadamente a pandemia, e não por falta de recursos, mas por total incompetência na gestão dos recursos que obtém dos cidadãos por meio de impostos.
Mais de 40 países já iniciaram a vacinação, e o Brasil permanece num vácuo bizarro, em razão de um Estado lacônico. Diversos negócios, na grande maioria pequenas empresas, frisa-se, quebraram, por decretos sem fundamento, em nome da defesa dos cidadãos.
"Eu estou quebrando teu negócio, mas é para teu bem", devem ter pensado nossos governantes. E o mesmo Estado que com uma mão gerou um desemprego recorde com a outra veio ajudar os desempregados com o famigerado "coronavoucher", para demonstrar a "bondade" do Estado.
Ora, quem não enxerga as distorções que o Estado gera, o abismo cada vez mais fundo que ele cava, é um cego por pura opção. O Estado vem sempre com soluções mágicas.
Veja-se o recente exemplo da falta de seringas e agulhas. O Estado prontamente baixou norma dizendo que não podem mais ser exportadas, exceto sob autorização estatal. Pronto! Magicamente o problema foi resolvido!
Já passou da hora de as pessoas entenderem que uma intervenção gera uma distorção pior do que a que intencionou resolver, o que acarretará necessidade de nova intervenção, e assim sucessivamente, em um eterno círculo vicioso.
Não são os empresários, geradores de riqueza, os culpados pelas mazelas da nação. Até quando os contribuintes, que fazem a roda girar, serão demonizados por aqueles que nada produzem?
Aumentar a carga tributária não resolverá em nada! Só aprofundará ainda mais a crise. Se a população for extorquida com ainda mais impostos, qual incentivo terá para gerar riqueza?
Advogado e associado ao Instituto de Estudos Empresariais
 
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